Braskem e Basf fazem parceria estratégica

20/01/2012

De São Paulo


A Braskem, líder na produção de resinas termoplásticas das Américas e maior produtora global de biopolímeros, vai investir US$ 30 milhões em uma planta em Camaçari, para a fabricação dos insumos ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes (SAP). A expectativa é movimentar um valor aproximado de US$ 200 milhões por ano. "Esse projeto deve estimular novo ciclo de desenvolvimento no entorno do polo de Camaçari, devido ao seu alto potencial de atrair outros investimentos produtivos e agregar de valor dentro do país", diz Carlos Fadigas, presidente da Braskem.


Uma parceria selada entre a companhia e a Basf estabelece que a Braskem forneça à empresa propeno e soda para o projeto, em escala mundial, de ácido acrílico, acrilato de butila e polímeros superabsorventes (SAP) no Brasil. A Basf, por sua vez, desembolsará recursos superiores a US$ 750 milhões para a construção de fábrica em Camaçari que produzirá acrilato de 2-etil-hexila, uma importante matéria-prima para as indústrias de adesivos e tintas especiais. O volume de propeno previsto no contrato atualmente é destinado pela Braskem à exportação. Com esse acordo, o produto passará a ser consumido no mercado interno com agregação de valor. Além disso, o projeto aportará alto conteúdo tecnológico da Basf, contribuindo para a competitividade de setores que fabricam no país fraldas, tintas, têxteis e produtos para a construção civil, entre outros, segundo a Braskem.


A construção do complexo acrílico começou em novembro e irá gerar cerca de 1.000 empregos durante as obras. O início das atividades produtivas está previsto para o fim de 2014, quando haverá um quadro de 230 funcionários diretos e outros 600 indiretos. A produção de acrilato de 2-etil-hexila, em Guaratinguetá, no Estado de São Paulo, está planejada para começar em 2015, com base no ácido acrílico produzido em Camaçari. "Esperamos que o investimento traga um impacto muito positivo para a balança comercial do país, de cerca de US$ 300 milhões ao ano, sendo US$ 200 milhões gerados pela redução de importações e US$ 100 milhões em função do aumento das exportações", diz Alfred Hackenberger, presidente da Basf para a América do Sul. (R.C.)

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