Se depender da disposição do governo baiano, os atuais R$ 73 bilhões de investimentos no estado irão ajudar no fortalecimento das micro e pequenas empresas baianas.
Pelo menos é esse o entendimento do secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, que disse, durante evento realizado no Sebrae na última segunda-feirahaver encomendado um estudo no final do ano passado junto a essa instituição, no valor de R$ 2 milhões, para radiografar os investimentos com maior potencial de comprar das micro e pequenos empresas.
Segundo Correia, o primeiro fruto desse trabalho está sendo colhido pelo setor de mineração. "As empresas que estão chegando ao estado vão se beneficiar com a capacitação de dezenas de micro e pequenos empresários (MPEs) das cidades de Brumado, Caetité e Ilhéus", disse.
De acordo com o secretário, alguns delespodem se tornar fornecedores de produtos e serviços para as empresas do setor. "Os setores de alimentação e fardamento estão entre os de maior potencial de venda para os grandes investidores. E, além da mineração, as empresas de energia eólica e grandes projetos como o Estaleiro Paraguaçu podem se tornar compradores”, disse.
Outro exemplo de fortalecimento do micro e pequeno empreendedorismo citado pelo secretário foi a recuperação da Ebal. “Quando Wagner assumiu o governo, a Ebal tinha R$ 700 milhões de prejuízo e R$ 350 milhões em dívidas. Mesmo assim, o governador decidiu honrar todas as dívidas com os fornecedores”.
Hoje, a Ebal possui um faturamento de cerca de R$ 600 milhões, mais de 300 lojas espalhadas pelo Estado e se tornou a terceira maior rede de supermercados do Nordeste.