Centro Industrial do Subaé cresce e define novas áreas

06/03/2012



José Neto: "Nos últimos dois anos, o centro experimentou um crescimento formidável"



Os bons ventos que têm impulsionado a economia do Estado nos últimos anos vêm soprando forte a favor do Centro Industrial do Subaé (CIS). Localizado em Feira de Santana e considerado um dos três maiores centros industriais baianos – junto com o Polo de Camaçari e o Centro Industrial de Aratu -, o CIS abriga hoje cerca de 150 empresas e contabiliza mais 27 em fase de implantação.



No CIS, a gigante multinacional da área de alimentos e bebidas Pepsico dá os últimos retoques em sua planta para iniciar a produção do achocolatado Toddynho. Enquanto a Nestlé, outra grande multinacional do setor, expande sua área para fabricar o achocolatado em pó Nescau. Na unidade de Feira de Santana, a Nestlé já fabrica o macarrão instantâneo, tipo lámen, da marca Maggi.



Ao mesmo tempo, a Perdigão pensa em aumentar a produção de sua fábrica, que tem capacidade para abater até 400 mil frangos/dia, e a Cervejaria Heineken, que já fabrica a marca Kaiser, estuda a possibilidade de produzir a Heineken em sua unidade do Subaé.



Enquanto isso, a Placo do Brasil - empresa do grupo francês Saint-Goban, líder mundial na fabricação de vidro, cerâmica e gesso – aguarda a liberação de licenças e alvarás pela prefeitura de Feira de Santana, além da infra-estrutura de energia elétrica, para iniciar a construção de sua fábrica. No CIS, a Placo vai investir R$ 100 milhões na produção de placas de gesso, tipo drywall.



Junto com a Placo, mais cinco empresas aguardam os trâmites legais e de infraestrutura para abrirem suas portas no local. “O Centro Industrial do Subaé vem experimentando um crescimento formidável. Apenas nos últimos dois anos, 30 novas empresas se instalaram em sua área”, diz o diretor-geral do CIS, José Mercês Neto.



O CIS está localizado no bairro do Tomba e na BR-324, em Feira de Santana, alcançando ainda os municípios de São Gonçalo e Conceição da Feira. Na última década, seu crescimento registrou a marca de 350%, proporcionando a geração de cerca de 10 mil empregos diretos.



Ele abriga empresas que atuam na fabricação bebidas, alimentos, papel, papelão, embalagens, borracha, metalurgia, material elétrico e de transporte. Marcas de porte como Perdigão, Pirelli, Kaiser, Nestlé, Vipal, Klabin, Mondial, Brasfrut, Acelor e Belgo, dentre outras, possuem endereço no local. Até uma fábrica de aeronave de pequeno porte, a Paradise, faz parte do elenco do CIS.



O futuro do Centro Industrial do Subaé revela a possibilidade de um crescimento ainda maior com a abertura do seu perfil, desde o início deste ano, para o setor do comércio e de serviços. Fato que vai possibilitar a atração de centros de distribuição de grandes empresas para o local.



Segundo José Neto, o boom do CIS nos últimos anos, acabou gerando uma “boa dor de cabeça”: “O grande número de empresas que se instalou no local nos últimos dois anos contribuiu para a saturação do espaço”, revela. Hoje, sobre a sua mesa, repousam os pedidos de mais de 30 empresas para se instalar no local. “Se tivéssemos mais área, a fila estaria muito maior”, afirma.




Lei garante expansão - De olho no assunto, o governo estadual sancionou, no final do ano passado, a lei que permite a ampliação do centro. Segundo o secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, a lei é importante porque amplia significativamente a área de expansão. “Com ela, foram criadas as condições para que novas empresas se instalem no município”, afirma o secretário.


Desde o início do ano passado, a administração do CIS, em parceria com a prefeitura de Feira de Santana, vem realizando estudos e pesquisas para a escolha de novas áreas. Com base nos trabalhos, foram definidos um terreno às margens da BR-324 (dois quilômetros após a entrada da BR-101, sentido Feira) e outro na BR-116 (trecho entre Feira e a cidade de Serrinha), onde será criado o CIS Norte.


Na BR-116 já foi feito, inclusive, o estudo de viabilidade técnica. “O objetivo é verificar as condições de localização e infraestrutura, os possíveis impactos sociais e ambientais, os critérios para a implantação das indústrias, a quantidade e os tipos de fábrica que poderão ser instalados, dentre outros itens”, revela José Neto.


Ele mostra as vantagens que levaram a escolha da BR-116 para a implantação do CIS Norte. “Os terrenos são planos, ideais para as fábricas. Também vamos poder ocupar grandes extensões de áreas e não apenas lotes separados, como na BR-324. Isso vai permitir um planejamento industrial a médio e longo prazos”, afirma.


José Neto destaca, ainda, as facilidades para o escoamento da produção. Além disso, há vantagens ambientais, pois os estudos indicam, que neste local, as possíveis emissões de poluentes irão soprar para fora do centro urbano de Feira.




Centro mudou o perfil de Feira




Criado na década de 70, o Centro Industrial do Subaé mudou consideravelmente o perfil econômico de Feira de Santana, antes baseado apenas na pecuária.


Três fatores foram determinantes para o sucesso e consolidação do empreendimento: incentivos fiscais concedidos pelos governos estadual e municipal, natureza empreendedora (com foco no comércio) da cidade e a localização estratégica. Para melhorar, ela situa-se na região do semiárido, fato que permite aos empreendedores se beneficiarem dos programas de incentivos fiscais da Sudene.


Feira de Santana possui pouco mais de 550 mil habitantes e sua macrorregião abrange 96 municípios, com quase 3 milhões de pessoas. É um dos maiores entroncamentos rodoviários do interior do país e o maior do Norte e Nordeste, cortado por três rodovias federais (BRs 101, 116 e 324) e quatro estaduais (BAs 052, 502, 503 e 504).


A localização estratégica da cidade permite que as empresas possam escoar suas mercadorias de forma rápida e por vários meios. Feira está localizada a 110 quilômetros do porto de Salvador, a 80 quilômetros do Porto de Aratu e a 100 quilômetros do Aeroporto Luís Eduardo Magalhães.


Nesse cenário, José Neto afirma que o Centro Industrial do Subaé não tinha como dar errado. “Os incentivos fiscais foram e ainda são muito importantes e, junto com eles, somaram-se o tino comercial do feirense e a localização estratégica da cidade. Tinha que dar certo”, afirma.


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