Cadeia produtiva do café recebe incentivo do governo estadual

13/03/2012

Um convênio entre o Governo da Bahia e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), assinado ontem durante a abertura do 13º Agrocafé, no Hotel Pestana, em Salvador, vai reestruturar a cadeia produtiva e beneficiar cerca de três mil produtores de café no estado.



No evento, que reúne cerca de mil participantes de diversos estados brasileiros até hoje, também foi assinado outro convênio, com a Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb) e o Instituto de Pesquisas do Espírito Santo para implantação de uma estação experimental em Itabela para beneficiar 2.500 agricultores.



Presente ao evento, o governador Jaques Wagner afirmou que a realização do encontro na Bahia é um reconhecimento da qualidade e da produção do estado. "Somos o quarto maior produtor do país e no ano passado aumentamos a nossa produção em 160 mil toneladas. Na balança comercial, nosso café é superavitário e a gente tem desde o café mais simples até os mais refinados, orgânicos e gourmet."



Para ele, a Bahia precisa investir na consolidação da marca do café produzido no estado e na verticalização da produção. "Há países que não produzem café e se especializaram na moagem, agregando valor ao produto. Entendo que a gente precisa fazer a mesma coisa."



Maior competitividade – Wagner disse que a produtividade cresceu, mas a área plantada não, mostrando uma maior competitividade do café baiano. "Isso é o mais correto, inclusive ambientalmente, na medida em que você gasta menos solo e produz mais."



Segundo ainda o governador, o agronegócio baiano cresceu 9% em 2011, enquanto o crescimento do PIB estadual foi de 2%, sendo "um dos fatores que alavancaram o crescimento, com a queda nos segmentos da celulose e outras indústrias, devido à crise econômica mundial".



Bahia deve ultrapassar São Paulo e assumir terceira colocação



A expectativa do presidente da Associação dos Cafeicultores da Bahia e secretário-executivo da Câmara Setorial do Café, João Lopes, é que a Bahia ultrapasse São Paulo, assumindo o terceiro lugar no ranking nacional em produção. "Mas o importante no nosso trabalho é que estamos produzindo café de qualidade."



O secretário da Agricultura, Eduardo Salles, disse que o convênio assinado com o MDA prevê, nos próximos quatro anos, a resolução do problema de custeio, incluindo fertilizantes e a pós-colheita. Sobre o outro convênio, afirmou que vai contar com a participação da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (Ceplac) e da (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia).



Participam do evento pesquisadores, professores, estudantes, produtores, empresários e profissionais do agronegócio café, abordando aspectos do associativismo e cooperativismo, planejamento e gestão agropecuária, entre outros temas. Além de palestras, são realizados debates e minicursos.

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