Em entrevista exclusiva para o Gente e Mercado, o superintendente do Sebrae na Bahia, Edival Passos, antecipou que estudos realizados pela instituição apontam que o empreendedorismo individual (formalização de empreendedores com faturamento anual bruto de até R$ 60 mil) provocará, em 15 anos, um impacto positivo na economia brasileira pelo menos quatro vezes maior do que a causada pelo programa de transferência direta de renda do governo federal, o Bolsa Família.
Ele explica que, nesse período, o empreendedor individual que está hoje com 50 anos irá garantir uma aposentadoria de pelo menos um salário mínimo (atualmente em R$ 622) e poderá continuar trabalhando e obtendo uma renda mensal de até R$ 5 mil, enquanto o Bolsa Família oferece um benefício médio em torno de R$ 150 e nenhuma garantia previdenciária.
“Isso provocará uma revolução silenciosa na economia brasileira. Os empreendedores individuais têm alta propensão para direcionar seus ganhos para o mercado de consumo e não para a poupança, até porque ainda não conseguiram atingir o patamar médio de consumo”, argumenta Passos.
O superintendente informa ainda que a Bahia é o quarto Estado do País em número de empreendedores individuais, com cerca de 172,7 mil, sendo que desse total 15,7 mil (11%) são também beneficiários do Bolsa Família. Segundo ele, a meta do Sebrae é formalizar e capacitar 230 mil EIs baianos até o final do ano e ampliar para 15% (34,5 mil) a formalização de beneficiários do Bolsa Família.