Bahia será o quarto maior produtor de minérios do Brasil

20/03/2012

A política mineral adotada pelo Governo da Bahia volta-se para a expansão da mineração, mediante ações que objetivam a descoberta de novas jazidas e depósitos, o diagnóstico da potencialidade mineral do Estado, estudos de economia mineral e desempenho do setor. Essas ações criaram boas probabilidades para a Bahia e em dois anos, o Estado vai ser tornar o quarto maior produtor mineral do Brasil, segundo o diretor Técnico da CBPM - Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, Rafael Avena.


“A entrada em produção da maior mina de Níquel descoberta nos últimos dez anos na América Latina, em Itagibá, em áreas arrendadas pela CBPM, à Mirabela e com a entrada em produção, a partir de 2013, da mina de Ouro de Santa Luz e da mina de maior teor do mundo de Vanádio em Maracás, ambas em direitos minerários da CBPM, além das recentes descobertas de outras jazidas por parte da iniciativa privada, nosso Estado se tornará o quarto estado produtor brasileiro. Para superar, no entanto, Minas, Pará e Goiás, a Bahia ainda tem um longo caminho a percorrer”, afirma Avena.


As perspectivas futuras da Bahia são as melhores possíveis, uma vez que é um dos estados brasileiros mais bem estudados geologicamente, gozando de privilegiada posição quanto à utilização de recursos modernos de prospecção mineral, possuindo 307 mil km2 de seu território mapeados através de levantamentos aerogeofísicos, aproximadamente 61% de sua área total, o que permite uma melhor visualização da sua potencialidade.


De acordo com o presidente da CBPM, Alexandre Brust, a mineração baiana gera o equivalente de 2,7% do PIB estadual, o que representa mais de R$ 2,5 bilhões. Apenas a extração de petróleo e gás natural respondem por 55% do valor e o restante é gerado por uma pauta de mais de 35 bens minerais. “Somos o maior produtor de Urânio, Barita, Cromo, Magnesita, Talco e Salgema, o segundo em Níquel e Bentonita e o terceiro em Cobre, com mais de 350 empresas em atividades no Estado”, diz Brust.


A Bahia caminha para ser um dos grandes produtores de ferro e níquel. Segundo Brust, o Estado chegará a ser um dos maiores produtores do Brasil e do mundo. Atualmente já é o segundo em níquel e dentro de poucos anos segundo provisão do órgão será um dos principais produtores de ferro.


Na mina de Níquel da Mirabela foi investido mais de 800 milhões de dólares, definida uma reserva de cerca de 160 milhões de toneladas de níquel, prevendo-se uma vida útil de mais de 20 anos de produção. São mais de 850 empregos diretos e 750 indiretos, a maioria de Itagibá e Ipiaú e um aumento substancial na arrecadação desses municípios.


Em relação ao ferro a magnitude prevista pela Bamin e por outras empresas que estão pesquisando ferro na Bahia, inclusive em áreas da CBPM em Remanso e Pilão Arcado, é de um valor bastante elevado, o que fará com que a Bahia mude de patamar econômico nos próximos dez anos.

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