A Bahia vai receber US$ 6,7 bilhões em investimentos na área de mineração até 2015. A estimativa foi divulgada pelo IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração) na terça-feira (10/04), durante o lançamento do 2º Congresso Internacional de Direito Minerário, no Museu Geológico da Bahia.
Estiveram presentes na solenidade o secretário James Correia (Indústria, Comércio e Mineração), Marcelo Ribeiro (diretor de Assuntos Minerais do IBRAM), Sérgio Augusto Dâmaso (diretor-geral do DNPM), Juliana Sahione (diretora da Escola da AGU) e Rafael Avena (diretor técnico da CBPM).
O Estado, que também sediou a primeira edição do evento em 2010, é considerado um polo promissor de mineração do país. “A Bahia foi escolhida novamente por estar se destacando no cenário mineral brasileiro. Além disso, o governo baiano incentiva de forma muito proativa os investimentos minerários”, diz Marcelo Ribeiro, do IBRAM.
Nesta nova edição que vai ocorrer entre os dias 2 e 4 de maio, no Pestana Bahia Hotel, o congresso pretende aumentar a interação e ampliar os debates entre governo, empresas e sociedade. Na oportunidade serão debatidos assuntos como a gestão e a transparência da aplicação de royalties da mineração, além do novo código florestal e os impactos no setor.
“A Bahia oferece grande perspectiva de infraestrutura e energia para a instalação de mineradoras no estado”, afirmou James Correia. A Ferrovia Oeste Leste e os parques Eólicos que estão em construção em território baiano são fortes incentivos para mineração.
O evento é uma iniciativa do IBRAM em parceria com o DNPM e a Escola da AGU, com apoio do Governo da Bahia. As inscrições para podem ser feitas pelo site www.direitominerario.org.br.
Potencial baiano - A produção mineral da Bahia dobrou em três anos, passando de R$ 850 milhões, em 2007, para RS 1,7 bilhão em 2010. Dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) revelam que somente em 2010 o setor minerário gerou mais de 9,3 mil empregos diretos. Considerando que a cada vaga criada pela mineração, outras 13 são geradas na cadeia produtiva, o setor empregou cerca de 122 mil pessoas no referido ano.