José Lopes
O grupo Renova Energia investirá nos próximos 18 meses cerca de R$ 9 milhões no Programa Catavento para promover ações de responsabilidade social nos municípios de Caetité, Guanambi e Igaporã, onde estão distribuídos os 184 aerogeradores do Leilão de Energia de Reserva (LER) 2009. A informação foi divulgada ontem, 10, pela gestora do programa, Alessandra Bittencourt, da InMana Consultoria, durante o “Fórum de Sustentabilidade e Energia Elétrica” organizado pelo escritório regional da Câmara de Comércio Brasil – Estados Unidos (Amcham) em Salvador.
A consultora explicou que os recursos foram liberados no final de março pelo BNDES e têm taxas de juros diferenciadas por se tratarem de projetos de interesse coletivo, mas as ações do Catavento – distribuídas pelas áreas de economia solidária, capacitação técnica e profissional, cultura e patrimônio – estão sendo desenvolvidas desde outubro de 2011. Dentre as iniciativas, ela destacou a elaboração do plano participativo do Museu do Alto Sertão da Bahia (Masb), que reunirá o acervo das peças arqueológicas descobertas durante a instalação das torres.
“Essas ações têm facilitado a assinatura de contratos de arrendamento com as famílias, porque cerca de cinco empresas de energia eólica têm autorização para se instalar na região”, assinalou Alessandra.
Coordenador de projetos da Renova Energia, Pedro Leoni informou que cada aerogerador instalado gera uma renda anual de R$ 6 mil para o proprietário da terra, valor que é corrigido pelo IPCA. Ele disse que 120 das 184 torres do LER 2009 já foram instaladas e que a inauguração do parque, que poderá gerar até 294 MW, está prevista para o dia 1º de julho deste ano.
Profissões “verdes” – Coordenador do curso de Engenharia Ambiental da Unifacs, Paulo Araújo explicou que com há um grande potencial na Bahia para a instalação de empreendimentos sustentáveis como parques eólicos, usinas de energia solar, usinas de biodiesel e biogás, o que abre o mercado para profissões “verdes” ligadas às áreas mais diversas, da assistência social à biologia, passando pelas engenharias.
“A demanda por profissionais “verdes” é crescente tanto na área urbana quanto na área rural, até porque a legislação exige a contratação desses profissionais para a liberação dos empreendimentos”, afirmou.
Ele explicou que o engenheiro ambiental é o profissional responsável pela elaboração e gestão de projetos ambientais. O curso que tem duração de cinco anos e salário inicial em torno de R$ 8,5 mil. Para quem tem mais pressa de entrar no mercado, ele lembrou que existem cursos tecnológicos, com duração de dois anos e remuneração inicial média de quatro salários mínimos.
Prêmio – Coordenador Regional da Amcham-Salvador, Thiago Mota disse que a entidade foi pioneira na valorização e estímulo de práticas sustentáveis no Brasil com a realização, desde 1982, do Prêmio Eco, atualmente feito em parceria com o jornal Valor Econômico.
Mota informou que as empresas interessadas em disputar a premiação podem se inscrever nas categorias de projetos sustentáveis e produtos e serviços sustentáveis. Mais informações no site www.amcham.com.br.