Por De São Paulo
Os novos projetos de ampliação de capacidade de produção e as novas empresas que estão entrando no mercado de vidros planos brasileiro devem praticamente conseguir atender toda a atual demanda interna.
Diante do crescimento da procura por esses tipos de vidros no país, vinda principalmente dos setores automobilístico e de construção civil, empresas têm sido atraídas pelo mercado, enquanto as que já atuam, têm colocado em pé novas entradas e expansão na capacidade produtiva.
No patamar dos 1,6 milhão de toneladas por ano, o setor de vidros planos cresceu 10% no ano passado e, para os próximos anos, os resultados devem acompanhar o do Produto Interno Bruto (PIB) do país, segundo projeções da Associação Brasileira da Indústria de Vidro (Abividro). Cerca de 20% desse montante vem da indústria automobilística, 55% da construção civil, 15% vem do setor de linha branca e 10% vem de decoração.
Atualmente, há apenas duas fabricantes de vidro plano atuando no país, a Cebrace (joint venture entre a francesa Saint Gobain e a japonesa Pilkington) e a americana Guardian.
Delas, apenas a Cebrace produz vidros para ser processado para a indústria automobilística. A empresa tem quatro unidades, sendo duas em Jacareí (SP), uma em Caçapava (SP) e uma unidade em Barra Velha (SC). Com capacidade de cerca de 3 mil toneladas de vidro por dia, a companhia está ampliando sua capacidade em 900 toneladas por dia, segundo a Abividro. A Guardian, por sua vez, tem duas fábricas - Porto Real (RJ) e Tatuí (SP) - com capacidade de cerca de 1.400 toneladas por dia.
Além da japonesa AGC, também está iniciando operações produtivas no país a CBVP (Companhia Brasileira de Vidros). Ambas querem atuar também no setor automobilístico. A unidade da CBVP está prevista para 2013, e elevará a capacidade nacional em 900 toneladas por dia.
Ao todo, as novas fábricas e projetos de expansão devem atender a demanda do mercado nacional, que hoje é absorvido em cerca de 30% por vidros importados, principalmente da China e México.
"Mas temos que levar em consideração, o crescimento dos setores que guiam o mercado de vidros. Eles têm grande potencial. Ainda devemos ter o peso das importações", explica o gestor de relações institucionais da Abividro, Roberto Wertzner.
Para o grupo japonês AGC, o mercado brasileiro vive um bom momento e há espaço para todo mundo. "Acreditamos que a demanda futura vai superar o fornecimento", afirmou ao Valor o presidente mundial da empresa, Kazuhiko Ishimura. (VD)