Crédito: Carol Garcia
O governador Jaques Wagner e a presidente Dilma Rousseff participaram, na manhã desta sexta-feira (13), do lançamento da pedra fundamental do Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), em Maragogipe, recôncavo baiano.
O empreendimento prevê investimentos da ordem de R$ 2 bilhões – maior investimento da iniciativa privada na Bahia no segmento da indústria naval – e capacidade para fabricar desde navios até sondas de exploração de petróleo no pré-sal.
O EPP é comandado pelo consórcio formado pelas empresas brasileiras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e UTC, além da japonesa Kawasaki. A inauguração deve acontecer em 2014. Até lá, serão gerados três mil empregos diretos durante a construção, e cinco mil quando o EEP entrar em operação, com capacidade total para processar até 36 mil toneladas de aço por ano.
Também marcou o lançamento uma solenidade japonesa tradicionalmete realizada para trazer boa sorte a novos empreendimentos e negócios. Nove elementos foram depositados numa urna, que será guardada na área da obra.
Participaram do lançamento a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster; os ministros Edson Lobão (Minas e Energia), Paulo Sérgio Passos (Transportes) e Helena Chagas (Comunicação), os secretários baianos José Sergio Gabrielli (Planejamento), James Correia (Indústria, Comércio e Mineração) e Carlos Costa (Indústria Naval e Portuária), além de executivos das empresas que integram o consórcio, autoridades municipais, trabalhadores e moradores da região.
O secretário James Correia destacou a importância do empreendimento. "Muito além da expectativa de gerar três mil empregos diretos durante sua construção, cinco mil em sua operação, e de ser uma grande fonte de formação de mão de obra altamente qualificada, o estaleiro é também uma oportunidade de resgate do setor naval baiano, um legado tecnológico permanente para o país", disse.
Plataforma P-59
Após a solenidade do EEP, a presidente Dilma e o governador Wagner, mais comitiva, seguiram para a cerimônia de batismo da plataforma P-59 da Petrobras, construída no canteiro São Roque do Paraguaçu, distrito do mesmo município, em 44 meses, pelo consórcio formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC. Foram investidos um total de R$ 360 milhões pela Petrobras na construção da plataforma, projetada para atender às demandas operacionais de exploração e produção da companhia nos próximos anos.