A produção da indústria baiana encerrou o primeiro semestre deste ano com crescimento de 3,1% em relação a igual período do ano passado. Foi o terceiro melhor desempenho do País, atrás apenas de Goiás (9,2%) e do Paraná (3,6%), conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira (07.08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o IBGE, a alta da Indústria na Bahia nos primeiros seis meses do ano refletiu a maior produção do setor de produtos químicos (15,9%). Nessa atividade sobressaiu a maior produção dos itens etileno não-saturado, polietileno de alta e baixa densidade, sulfato de amônio, polietileno linear e propeno.
Também merecem destaque os ramos de alimentos e bebidas, com crescimento de 4,5%, e de borracha e plástico (8,9%), impulsionados pela maior fabricação de cervejas, chope, farinhas e "pellets" da extração do óleo de soja, óleo de soja em bruto e manteiga, gordura e óleo de cacau, no primeiro setor, e de garrafões, garrafas e frascos de plástico, no segundo.
Já o setor de refino de petróleo e produção de álcool registrou queda de 49%. A metalurgia básica, por sua vez, recuou 10,1%, pressionadas principalmente pela redução na fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre, respectivamente.
Apesar do bom desempenho no semestre, a indústria baiana desacelerou em junho deste ano. A produção caiu 2,6% em relação a igual mês de 20ll. Em relação a maio deste ano houve alta de 2,1%.
Outros estados - A produção industrial brasileira caiu em oito dos 14 locais pesquisados pelo IBGE no primeiro semestre deste ano. As principais quedas foram registradas no Rio de Janeiro (7,1%), Amazonas (-6,3%), São Paulo (-5,9%) e Espirito Santo (-5,9%) - todas elas acima da média nacional (-3,8%) no período. Santa Catarina (-3,4%), Rio Grande do Sul (-2,1%), Ceará (-2,o%) e Minas Gerais (-1,4%) completaram o conjunto de locais com taxas negativas no fechamento dos seis primeiros meses de 2012.
De acordo com o coordenador das pesquisas de indústria do IBGE, André Macedo, a indústria brasileira sofre pois enfrenta uma maior presença de produtos importados, diminuição do consumo por causa do endividamento alto da população e incerteza no cenário econômico internacional, o que reduz exportações.
Os estoques também estão altos, o que retarda o aumento da produção. Segundo o economista do IBGE, embora a indústria tenha rompido uma sequência de três quedas em junho, ainda é cedo para dizer que o setor está recuperado.
"O dado positivo de junho não elimina o quadro de quedas que aconteceu até agora. É preciso acompanhar o desempenho dos primeiros meses do segundo semestre para saber para onde a indústria
vai", afirmou.