Com a movimentação de US$ 1,085 bilhão no mês de julho, as exportações baianas bateram recorde este ano. O resultado foi alcançado em decorrência da desvalorização de quase 30% no câmbio, que saiu de R$ 1,55 por dólar, em julho de 2011, para pouco mais de R$ 2, em igual mês de 2012.
O saldo das exportações do estado apresenta o índice de 5,2% acima do resultado de julho do ano passado e 17,6% superior ao registrado em junho último. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).
Nos sete primeiros meses de 2012, as exportações alcançaram US$ 6,2 bilhões em relação aos US$ 5,9 bilhões de igual período de 2011, com aumento de 4,76%. Nos primeiros sete meses deste ano, o saldo comercial foi positivo em US$ 1,7 bilhão, porém menor 4,4% do que o apurado em igual período de 2011.
Desempenho – Os setores que mais contribuíram para o desempenho positivo das exportações, em julho, foram o de calçados, com crescimento de 98,3%, o de metais preciosos (66,8%), soja (52,2%) e o de derivados de petróleo (32%).
Este ano, os mercados da Ásia tiveram incremento de importações de 15,7% (China, Japão, Indonésia, Vietnã, Tailândia e Taiwan), e os da América Latina, de 9,4% (Venezuela, Chile, Uruguai, Costa Rica e Peru), o que gerou crescimento das exportações brasileiras. A exceção foi a Argentina, com redução de 26% no período por conta da crise econômica no país e de barreiras impostas aos produtos brasileiros.
Crise – Mesmo com o impacto positivo da recente desvalorização do real para as exportações baianas, a crise europeia e a estagnação da economia mundial não permitiram ganhos mais expressivos. As vendas externas, nos sete meses do ano, caíram 24% para o Mercosul, 2,2% (União Europeia) e 0,7% (EUA), quando comparadas ao mesmo período de 2011.