Petrobras planeja expansão da capacidade termelétrica

23/08/2012


A Petrobras vai investir 12% dos US$ 13,5 bilhões destinados à sua área de Gás e Energia para expandir a capacidade de geração termelétrica. O objetivo é ampliar o parque gerador da fonte, que hoje soma 5.848MW, para até 8GW em 2016.


A estratégia foi revelada por José Alcides Santoro, que comanda essa diretoria e apresentou os investimentos da estatal no setor para os próximos cinco anos.



“Nós passaremos, com a implantação da unidade Baixada Fluminense, para mais 530MW, e no final do plano nós chegaremos a quase 8 mil MW de capacidade instalada – o que significa 18% da geração termelétrica no Brasil”, disse.



Atualmente está em construção a usina termelétrica Baixada Fluminense, no município de Seropédica (RJ), com previsão de operação a partir de março de 2014. Está em andamento também o processo de fechamento de ciclo da UTE Sepé Tiaraju, localizada em Canoas (RS), com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2013.



Ao operar em ciclo combinado, a usina terá sua capacidade ampliada de 160MW para 248 MW. Esse mesmo processo foi concluído em maio deste ano na UTE Luís Carlos Prestes, localizada em Três Lagoas (MS), agregando 116MW. Com o fechamento de ciclo, a capacidade total de geração dessa usina passou para 368MW.



No Plano de Negócios há ainda três projetos "em avaliação": as usinas termelétricas Barra do Rocha 1, com capacidade prevista de 515MW; Bahia 2, com 300MW; e Sudeste 4, com 500MW. Segundo a Petrobras, esses projetos só serão efetivados se tiverem economicidade e ainda dependerão da concorrência interna por recursos.



Pelo plano, a Petrobras estimou ainda que vai oferecer ao mercado interno 139 milhões de metros cúbicos de gás natural em 2016, volume superior à demanda interna de 124 milhões de metros cúbicos, incluído o consumo da própria companhia.



Segundo Santoro, nos próximos cinco anos, a oferta de gás natural, hoje da ordem de 48 milhões de metros cúbicos por dia, vai passar a 68 milhões de metros cúbicos por dia – aumento de 42%. O diretor disse que, independentemente do aumento da oferta, o preço do gás natural será sempre o equivalente a 80% do preço do óleo combustível, uma vez que essa lógica é parâmetro para manter a competitividade do produto no mercado.



Apesar do aumento da oferta interna de gás, o diretor descartou a possibilidade de que o Brasil venha a abrir mão do gás boliviano. “A gente precisa e vai continuar precisando do gás da Bolívia. A Bolívia está sempre em nossos planos e nós não pensamos no final do contrato com o país”.


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