A produção da indústria brasileira registrou leve alta de 0,3% em julho, na comparação com o mês anterior,de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta terça-feira (04.09).
Esse é o segundo resultado positivo seguido. Na comparação com o mesmo período de 2011, a atividade fabril brasileira recuou 2,9% - a 11ª taxa negativa seguida nesse tipo de comparação, no entanto, a menos intensa desde março, quando registrara queda de 2,3%.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), esse foi o melhor julho e o 2º melhor mês da história do setor automotivo. Na avaliação da associação, os bons resultados de julho vieram da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que foi prorrogada na última semana.
O resultado pode sinalizar uma retomada da indústria no terceiro trimestre de 2012, já que, de abril a junho, o setor registrou recuo de 2,5%, segundo os números do PIB, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada.
Nos sete primeiros meses do ano, o índice acumula queda de 3,7%, abaixo do observado no fechamento do primeiro semestre do ano (-3,8%). Já nos últimos 12 meses, a taxa tem recuo de 2,5%.
Na comparação mensal, dos 27 ramos da indústria pesquisados pelo IBGE, 12 tiveram alta, com destaque para os setores de veículos automotores (4,9%), de alimentos (2,1%) e de máquinas e equipamentos (3,0%). Outros aumentos foram observados nos setores de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (16,8%), outros produtos químicos (1,8%), borracha e plástico (3,2%) e minerais não metálicos (2,7%).
Entre os tipos de atividade que mostraram baixa na produção estão produtos de metal (-6,7%), outros equipamentos de transporte (-7,4%), farmacêutica (-4,8%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-4,1%) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (-4,8%).
Na comparação entre as categorias de uso, a maior alta partiu de bens de capital (1,0%), que registrou o segundo resultado positivo consecutivo. Os setores produtores de bens de consumo duráveis cresceram 0,8% e de bens intermediários, 0,5%. Na contramão, só o segmento de bens de consumo semi e não duráveis tiveram recuo, de 0,6%.