Como resultado das medidas de estímulo do governo federal, principalmente a desoneração da folha de pagamentos, e o novo patamar do dólar, as indústrias de vestuário e calçados dão sinais de recuperação, com melhora do desempenho na produção e geração de empregos, acima da média da indústria de transformação.
Em julho, o setor têxtil e de vestuário criou um número de vagas seis vezes maior que no mesmo mês de 2011. O desempenho fez o setor apresentar expansão de 2,1% na criação de postos no ano. A indústria de calçados também teve evolução acima da média - com alta de 16% nas contratações em julho.
Essa melhora ainda não se refletiu no balanço das empresas, em especial do segmento de cama, mesa e banho.
Os fabricantes moderam o otimismo para a segunda metade do ano, tradicionalmente a época mais movimentada. Parte das empresas depende do sucesso de operações de capitalização e renegociação de dívidas para sair do vermelho.
Na Karsten, as vendas no primeiro semestre ficaram "empatadas" em relação a 2011, diz Ademar Bublitz. Ele espera um desempenho melhor até dezembro, o que levaria a companhia a fechar o ano com crescimento modesto.