Produção industrial cresce na Bahia

12/09/2012


A Pesquisa Industrial Mensal (PIM) aponta que a produção industrial baiana - de transformação e extrativa mineral - apresentou em julho de 2012 acréscimo na série com ajuste sazonal, em comparação com junho do mesmo ano, de acordo com dados do IBGE.


A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) elaborounota técnica (abaixo) sobre os dados divulgados pelo IBGE.


"Em julho de 2012, a taxa anualizada da produção física da indústria de transformação da Bahia cresceu 0,6%, após manter-se estável em junho, registrando trajetória de recuperação da atividade produtiva industrial.


No ranking dos 13 estados que participam da PIMPF-R, cinco estados apresentaram desempenho positivo: Goiás, Paraná, Pernambuco, Pará e Bahia.


Os outros oito estados que registraram resultados negativos foram: Espírito Santo, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Amazonas.


Na Bahia, dos oito segmentos pesquisados, três apresentaram desempenho negativo: Veículos Automotores (-19,9%), Metalurgia Básica (-11,6%) e Refino de Petróleo e Prod. de Álcool (-7,2%).


Por outro lado, apresentaram resultados positivos os segmentos Produtos Químicos/Petroquímicos (7,5%), Borracha e Plástico (6,4%), Alimentos e Bebidas (5,4%), Celulose e Papel (3,2%) e Minerais não-metálicos (2,1%).


Na comparação de julho de 2012 com igual mês do ano anterior, a produção física da indústria de transformação baiana apresentou crescimento de 3% (contra uma queda de 3% na média Brasil).


Cinco dos oito segmentos da Indústria de Transformação registraram crescimento da atividade, como segue: Refino de Petróleo e Prod. de Álcool (18,8%, em função do avanço na produção de óleo diesel e outros óleos combustíveis, gasolina automotiva e gás liquefeito de petróleo), Celulose e Papel (15,3%, com a expansão na produção de celulose), Borracha e Plástico (8,8%, devido ao incremento na produção de garrafões, garrafas e frascos de plástico), Minerais não-Metálicos (6,1%, aumento na produção de ladrilhos e placas de cerâmica, massa de concreto e cimentos “Portland”) e Alimentos e Bebidas (3%, em função da maior produção de cerveja, chope e manteiga, gordura e óleo de cacau).


Por outro lado, verificou-se queda na produção em Metalurgia Básica (-39,7%, explicada especialmente pela paralisação para manutenção em importante empresa do segmento, provocando a redução da fabricação de barra, perfil e vergalhões de cobre e vergalhões de aços ao carbono), Veículos Automotores (-35,3%, devido à menor fabricação de automóveis) e Produtos Químicos/Petroquímicos (-1,4%).


Tendo em conta o acumulado dos primeiros sete meses deste ano, em comparação a igual período de 2011, verifica-se um crescimento de 3,2% na indústria de transformação baiana.


Tal desempenho positivo foi determinado pela alta dos seguintes segmentos: Produtos Químicos/Petroquímicos (12,2%, ainda refletindo a baixa base de comparação, por conta das paralisações decorrentes do desligamento do setor elétrico ocorrido na Região Nordeste do país em fevereiro do ano passado; nessa atividade sobressaiu a maior produção de etileno não-saturado, polietileno de alta e baixa densidade, sulfato de amônio e polietileno linear), Borracha e Plástico (9,2%, com a maior fabricação de garrafões, garrafas e frascos de plástico), Alimentos e Bebidas (4,3%, com a maior fabricação de cervejas, chope, farinhas e “pellets” da extração do óleo de soja, óleo de soja em bruto e manteiga, gordura e óleo de cacau), Minerais não Metálicos (3,8%) e Celulose e Papel (2,7%).


De modo geral, mantém-se a tendência negativa dos segmentos produtores de commodities, influenciados pela conjuntura internacional adversa com a crise na Europa e a desaceleração dos BRICS, que seguem apresentando resultados inferiores aos de segmentos mais voltados ao atendimento do mercado interno e produtores de bens finais.


Ressalte-se que a indústria de transformação baiana apresenta resultado positivo no acumulado dos primeiros meses deste ano devido, sobretudo, à base de comparação deprimida, relacionada aos efeitos da interrupção do fornecimento de energia elétrica em fevereiro de 2011, que comprometeu importante parte da produção de empresas localizadas no Polo Industrial de Camaçari".




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