De 3 a 7 de setembro, 13 empresas brasileiras e sete entidades setoriais participaram de visitas técnicas e encontros de negócios em Pequim (China) em uma missão organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e liderada pelo secretário-executivo adjunto do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ricardo Schaefer, e pelo diretor do Departamento de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Rubens Gama.
A Missão gerou US$ 1,1 milhão em negócios imediatos e uma expectativa de US$ 6,3 milhões em negócios para os próximos 12 meses. Foram realizadas 272 reuniões entre os executivos brasileiros e compradores chineses, tendo sido previamente agendadas pelo Centro de Negócios da Apex-Brasil em Pequim e pela Embaixada do Brasil na China. Os encontros aconteceram em paralelo à participação brasileira na Conferência China International Import Conference - CIIT 2012.
“Os resultados foram muito positivos e comprovaram que há grande potencial para incrementarmos as vendas de produtos com maior valor agregado para a China, mercado altamente promissor já que conta com um número crescente de consumidores com grande poder de compra”, comenta Regina Silverio, diretora de Gestão e Planejamento da Apex-Brasil.
Participaram da Missão empresas brasileiras dos setores de carne bovina, mel, vinhos, rações para animais, rochas ornamentais para revestimento, autopeças e ônibus. As entidades setoriais participantes representaram, além dos setores já citados, as áreas de açúcar e etanol, fibras naturais, componentes para calçados, café e eletroeletrônicos.
Esses setores estão listados no estudo elaborado pela Unidade de Inteligência Comercial e Competitiva da Apex-Brasil, que indica segmentos brasileiros que já exportam bastante para o mundo, mas que ainda não estão presentes na China e para os quais há demanda e interesse do país asiático e segmentos que têm baixa participação brasileira no mercado chinês.
"A participação na Missão foi muito positiva. Visitamos uma trading responsável por 30% das importações de lã de ovelha na China. Eles estão buscando novos produtos e elegeram o sisal como uma boa oportunidade. Também fizemos contato com o representante de uma empresa que importa fibra de coco da Índia e da Indonésia, no volume anual de 10 mil toneladas, e avançamos nos entendimentos para a venda da fibra de coco brasileira e de resíduos da produção de seda. Essas tradings são empresas que têm peso e experiência no mercado chinês e, portanto, devemos ter bons resultados”, afirma Wilson Andrade, presidente do Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia (Sindifibras).