Indústria baiana discute ações para fortalecer a cadeia do leite

01/10/2012


Apesar de ter o terceiro maior rebanho leiteiro e ser o sétimo em produção de leite do País, a Bahia ocupa a 23ª posição no ranking em produtividade, situação que se agrava com a pior seca dos últimos 40 anos.


Para discutir os rumos da indústria leiteira baiana e subsidiar as empresas de informações técnicas e legislação vigente, empresários do ramo, órgãos públicos e instituições apoiadoras participaram do 3° Encontro das Indústrias Baianas do Setor de Leite e Derivados. O evento aconteceu na sexta-feira (28.09) e sábado (29.09), no Catussaba Resort, em Salvador.


A coordenadora da Unidade de Agronegócio do Sebrae Bahia, Célia Fernandes, explica que a Instituição tem realizado ações com o objetivo de fortalecer o setor. “O Sebrae vem apoiando os produtores rurais, em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), através do programa Assistência Gerencial e Tecnológica. A ação é aplicada nas agroindústrias localizadas no entorno dos laticínios, contribuindo para melhorar tanto a produtividade quanto a sazonalidade, com o gerenciamento das propriedades e assistência de qualidade”.


Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Leite do Estado da Bahia (Sindileite) e organizador do evento, Paulo Cintra Santos, é necessário também efetivar políticas. “Somos o maior mercado do Nordeste, o sétimo em produção, temos uma legislação moderna e fiscalização atuante, mas não possuímos laboratório de qualidade em funcionamento”, diz.


Santos também destacou a importância da atuação articulada do poder público, instituições apoiadoras e dos empresários do ramo para o fortalecimento do setor, como tem acontecido.

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