Pequenas empresas baianas lideram ranking de exportação no Nordeste

22/10/2012

As micro e pequenas empresas baianas, que têm se destacado no cenário econômico nacional, despontam agora no mercado internacional, aumentando o volume de exportações. De acordo com levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a Bahia é o estado nordestino em que as microem-presas mais exportam, ficando em 9° lugar no ranking nacional de exportações no setor.


Com o objetivo de incentivar a internacionalização das organizações desse porte no Nordeste, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) realizará em Salvador, de 23 a 25 de outubro, o XVI Encontro Internacional de Negócios do Nordeste (Einne), em que 230 empresas nordestinas terão chance de negociar com 117 empresas compradoras, vindas de 30 países. "A expectativa é que o Einne movimente R$ 35 milhões em negócios", afirma Edival Passos, superintendente do Sebrae-Bahia.


Entre os setores identificados pelo Sebrae como os mais promissores para exportação estão o de alimentos, fruticultura, piscicultura, bebidas, tecnologia da informação e software. Os países da América Latina e da África foram apontados como os mais receptivos às exportações nordestinas. "A proximidade cultural entre as duas regiões e o Nordeste favorece o estabelecimento de negócios", explica Passos.



Oportunidade



Para Ubiratan Sales, o evento é a oportunidade de divulgar seu empreendimento inovador. Em 2009, ele criou o kit de acarajé congelado, já pensando na exportação. "O kit foi feito para que turistas levassem a iguaria para seus locais de origem. O acarajé não precisa serfrito, basta aquecer, e o processo de ul-tracongelamento mantém o sabor e a crocância do bolinho", conta Sales, garantindo a qualidade do produto.O kit fez sucesso, e o empresário já recebeu convite da Infraero para montar um estande de venda no aeroporto de Salvador. Além disso, o Acarajé da Bahia tem distribuidoras em outros sete estados.


O empresário feirense Rodrigo Raquelo, que participará pela primeira vez de uma rodada de negócios, também tem ex-pectativas positivas sobre o Einne. Dono da Blowjet, empresa pioneira no País na fabricação de sabonete líquido para lavagem de roupa íntima, ele deseja internacionalizar o negócio. "Já vendemos em todo o Brasil, mas desejamos encontrar parceiros para levar o produto a outros países", explica.


Para Gilmar Fernandes, dono da TKS, empresa de tecnologia da informação, que já exporta software para a China, e veterano em feiras e convenções nacionais e internacionais, participar de eventos como o Einne é uma estratégia fundamental para as empresas que desejam a internacionalização.



"Trabalho com internacionalização há cinco anos, mas há 10 participei da primeira feira na minha área, nos Estados Unidos. Isso deu mais segurança para negociar com estrangeiros, além de permitir observar de que forma as concorrentes se comportam lá fora", afirma Fernandes.



Apesar do potencial do País, Fernandes ressalta que a maioria das micro e pequenas empresas brasileiras não tem interesse ou não está preparada para buscar a representatividade do exterior. "Os brasileiros ainda vão para fora pensando em importar. E aqueles que têm interesse não investem na capacitação da equipe para isso, enfrentando obstáculos em relação às línguas e culturas diferentes", opina.



ESTRATÉGIAS DE INTERNACIONALIZAÇÃO


CONHECIMENTO DA ECONOMIA MUNDIAL É importante participar de cursos sobre o mercado econômico global e investir em consultoria sobre o assunto


PESQUISA DE MERCADO O empreendedor deve conhecer o mercado para o qual deseja exportar e analisar a competitividade do seu produto no mercado pretendido


PLANO DE INTERNACIONALIZAÇÃO É importante estudar a cultura local do país pretendido, investir na capacitação

em línguas estrangeiras e em treinamento sobre questões aduaneiras


FEIRAS E RODADAS DE NEGÓCIOS A participação em eventos nacionais e internacionais garante experiência e segurança para negociar em mercados estrangeiros


DOMÍNIO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS O conhecimento de línguas como inglês e espanhol é um requisito importante para a negociação no mercado internacional


QUALIDADE DOS PRODUTOS É preciso adequar os produtos para atender às exigências técnicas e fitossanitárias do mercado exterior

Tags
destaque 2