O governo da presidente Dilma Rousseff deve fixar no próximo ano metas econômicas de longo prazo, como expansão do Produto Interno Bruto e do PIB per capita, para dar maior previsibilidade ao investimento produtivo, disse à agência de notícias Reuters o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.
Essas metas, que seriam estabelecidas para prazos de cinco e 10 anos, serviriam para balizar os investimentos, em um momento de grave crise e baixo crescimento econômico mundial.
"Vamos atravessar o período de crise, vamos sair dela melhor do que entramos e vamos colocar metas ambiciosas. A presidente vai chamar vocês lá no ano que vem e vai colocar metas para cinco e 10 anos, metas para crescimento, PIB", disse o ministro Pimentel, antes de embarcar para o Japão para uma agenda de encontros com empresários e autoridades do país asiático. "Temos segurança jurídica, temos solidez fiscal e somos um dos poucos países que podem fazer isso", acrescentou.
Questionado sobre se a inflação constaria entre essas metas, o ministro evitou dar mais detalhes de como seriam fixadas ou mesmo alcançadas esses objetivos, informando apenas que os parâmetros abrangerão um número limitado de variáveis.
O Brasil adotou em 1999 uma política econômica baseada no regime de metas para a inflação, ajuste fiscal, com meta para o superávit primário do setor público, e câmbio flutuante.