Alstom quer maior fatia em mercado eólico externo

05/02/2013

Por Fabíola Binas


A unidade brasileira da Alstom quer ampliar sua participação no mercado eólico latinoamericano nos próximos anos. “Principalmente Argentina, Uruguai e Chile”, afirmou o presidente da Alstom Brasil e vice-presidente de Global Power Sales na América Latina, Marcos Costa. Seja para os negócios em geração, transmissão ou de transportes, o executivo afirma que a ideia é fazer com que a empresa fique atenta às novas oportunidades, mantendo assim, um volume de sua produção voltado às exportações.


Nas áreas de transmissão e geração, os negócios da Alstom Brasil são mais fortes em países como Argentina, Chile, Peru, Equador Colômbia e Venezuela, sendo que a empresa tem atuação marcante no fornecimento de equipamentos para hidrelétricas. Um exemplo é o recente contrato de 170 milhões de euros fechado pela Alstom junto à Empresas Públicas de Medellín (EPM), para o fornecimento de turbinas e geradores para a usina hidrelétrica de Ituango (2.400MW).


A empresa também está no páreo para integrar um projeto US$ 5 bilhões que tem como objetivo a construção de duas hidrelétricas no Rio Santa Cruz, na Patagônia argentina. Na licitação internacional, a companhia faz parte de um dos consórcios participantes da licitação, junto com a Odebrecht e a Indústrias Metalúrgicas Pescarmona (Impsa). “Nossa atuação lá fora varia de acordo com das condições econômicas do país”, disse Costa.


“O ideal mantermos um volume de 30% nas exportações, mas claro que isso depende do comportamento do mercado interno”, contextualizou o executivo, lembrando que atualmente o governo brasileiro vem sinalizando uma maior preocupação com uma maior competitividade na indústria, o que deve “reforçar um cenário favorável para as vendas externas”.


Mas o presidente da Alstom Brasil crê ainda na existência de fatores que influenciam negativamente a indústria, como o custo logístico alto. “Isso impacta tanto no mercado interno quanto na exportação”, afirmou. Além disso, o setor industrial ainda é excessivamente tributado, sendo que a resolução destes dois fatores reforçaria a competitividade.

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