Um acordo firmado entre a Renova Energia, líder no mercado de energia eólica contratada do Brasil, e a multinacional francesa Alstom, líder global em infraestrutura ferroviária e geração de transmissão de energia, prevê o fornecimento de 440 aerogeradores para os parques eólicos de Caetité, Guanambi e Igaporã, na região sudoeste da Bahia.
Juntos, os equipamentos possuem capacidade para produzir no mínimo 1,2 gigawatt, ou quase o total produzido no mercado brasileiro de energia eólica. O montante da operação é de 1 bilhão de euros, o equivalente a R$ 2,7 bilhões. A parceria foi apresentada nesta segunda-feira (4) pelo governador Jaques Wagner e os presidentes das duas empresas. Também esteve presente o presidente da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), João Bosco.
“Vamos continuar dando sustentação para esses parques eólicos, tanto pelo que eles representam para produção de energia limpa quanto pela interiorização das riquezas e geração de empregos para Bahia”, afirmou o governador, ao destacar a atração de investimentos para o setor de energia limpa para o estado, que já conta com fábricas de torres e geradores. A meta é atrair também fabricantes de hélices, completando a cadeia produtiva do segmento.
Competitividade - Produzidos na unidade da Alstom, em Camaçari, os aerogeradores contratados começam a ser entregues a partir de 2015, ao longo de três a quatro anos. Em decorrência do fornecimento dos equipamentos, a empresa vai duplicar a fábrica instalada na Bahia.
“Queremos contribuir com o desenvolvimento da indústria eólica. Esse contrato nos coloca em um novo patamar”, disse o presidente da Alstom, Patrick Kron. Ele destacou que a parceria é uma das maiores do mercado mundial de aerogeradores onshore.
O presidente da empresa no Brasil, Marcos Costa, acrescentou que o contrato aumenta a competitividade do setor no país. “Estamos com tecnologia de ponta, com máquinas adaptadas às condições de vento da região, o que significa mais competitividade e redução da tarifa”.
A estimativa da Renova Energia é que a escolha de aerogeradores adaptados otimize a geração de energia eólica, com ganhos de 3% em produtividade. “Além do parque de Caetité, existem três outras áreas que estamos procurando desenvolver com capacidade equivalente. O potencial de crescimento da energia eólica na Bahia é muito grande e por muito tempo”.
Prospecção arqueológica - No total, a empresa possui mais de um gigawatt de capacidade instalada contratada em 14 parques eólicos. Inaugurado em julho de 2012, o maior complexo da América Latina só aguarda a interligação com linhas de transmissão da Chesf. “O prazo é entregar tudo até o final do ano. O único ponto pendente é a prospecção arqueológica, que já está em curso”, esclarece o presidente da Chesf, João Bosco.
Empregos - Até 2014, estão previstos investimentos de cerca de R$ 6,5 bilhões no setor eólico na Bahia, que irão gerar cinco mil empregos na implantação e 500 na operação dos projetos.