A nova fábrica do Laticínio Davaca vai ser inaugurada daqui a dez dias em Ibirapuã, município do extremo sul baiano. Já em funcionamento, a unidade - que exigiu investimento de R$ 40 milhões - duplicou a produção e expandiu os empregos diretos de 220 para 403.
A fábrica, que já era a maior planta de queijos do Nordeste, agora se posiciona entre as quatro maiores do Brasil nesse segmento.
A primeira instalação, que também funcionava no município, tinha 20 anos. A atual traz uma área de 11 mil metros quadrados, três vezes maior que a anterior, e equipamentos avançados de produção.
O volume de leite comprado por dia, que era de 200 mil litros, passou para 320 mil. A fábrica vai produzir por mês 2,6 milhões de quilos de produtos. Com a ampliação, passa a comercializar 37 itens lácteos. Antes, eram 27.
O diretor-presidente do laticínio, Lutz Viana, diz que a novidade do novo mix é o fra-cionamento de leite em pó. "Vamos comprar leite em pó nas regiões Sudeste e Sul, em embalagens grandes, e colocar em embalagens menores para vender", diz Lutz.
O laticínio comercializa 67% da produção na Bahia. Com a ampliação, a Davaca vai vender produtos também na Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí, além de Sergipe, Pernambuco e Alagoas onde já está presente. O laticínio também está no Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Esse último Estado vai receber maior atenção da empresa.
Mudança de foco
A ampliação da fábrica é reflexo do crescimento das vendas em400% nos últimos seis anos. A empresa, que até então comercializava apenas com as grandes redes de varejo, passou a ter foco nos pequenos empresários do ramo. O faturamento do laticínio, que está estimado em R$ 120 milhões em 2013, era um quarto disso há seis anos.
"Éramos pressionados pelo grande varejo. Como sempre trabalhamos para fazer produtos de primeira qualidade, vimos que podíamos vender aos pequenos varejistas por um preço mais competitivo que as empresas top de laticínios", diz Lutz.