De acordo com matérias divulgada pelos jornais Estadão e O Globo, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) confirmou o projeto do governo para criar uma estatal, responsável por portos pluviais, hidrovias e eclusas.
Segundo o superintendente de Navegação Interior da Antaq, Adalberto Tokarskiele, a futura companhia pública, a quinta a ser construída em menos de três anos, já tem nome: Empresa de Desenvolvimento Hidroviário (EDH).
O secretário da Indústria Naval e Portuária (Seinp), Carlos Costa, é favorável à criação da EDH.
De acordo com ele, conforme a história datada em 1855, o grande baiano Theodoro Sampaio, engenheiro com conhecimento em engenharia hidráulica, já identificava as necessidades de operacionalizar o Rio São Francisco como grande modal de transporte juntamente com a estrada de ferro Juazeiro-Salvador.
Segundo ele, na atual conjuntura, é quase impossível prosperar efetivamente na revitalização do Rio São Francisco e outras grandes bacias brasileiras. "Com a chegada da EDH tudo ficará centralizado em um único órgão, de forma que as decisões serão únicas”, disse.
Em comparação à bacia do Mississippi Missouri (EUA) em que os resultados dos trabalhos no exercício de 2012 foram de 664 milhões de toneladas, os rios da Europa movimentaram 450 milhões de toneladas e no Brasil chegou-se somente a 110 milhões de toneladas, isso com igual potencial fluvial, ou seja, perto de 20.956 km navegáveis.
O secretárioacha prioritário que a presidente Dilma Rousseff entenda a necessidade de se construir a Empresa de Desenvolvimento Hidroviário.
Versões - No entanto, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, afirmou na semana passada, em São Paulo, que não há qualquer decisão tomada em relação à criação de uma empresa estatal para gerir o setor hidroviário brasileiro.
Segundo ele, a medida "está apenas em estudo". Praticamente ao mesmo tempo, no entanto, o superintendente de navegação interior da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, disse em Brasília, que a estatal "será criada", sem especificar quando.