O trabalho informal foi o principal responsável pelo aumento da taxa de pessoas ocupadas na Região Metroplitana de Salvador (RMS).
Isso porque o percentual de trabalhadores empregados com carteira assinada caiu de 51,5% para 50,4% entre março do ano passado e deste ano.
Por outro lado, cresceu de 16,1% para 18,3% o percentual de empregados sem carteira assinada. Também há mais gente trabalhando por conta própria, num avanço de 19,8% para 20,2%.
Na RMS, as mulheres são maioria entre os trabalhadores desempregados. Elas representam um total de 62,5% dos sem emprego, enquanto os homens são 37,5%.
Esta diferença entre os gêneros é a maior entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas. Na média nacional, 56,7% dos desempregados são do sexo feminino.
Desta forma, a taxa de desemprego entre as mulheres é de 9,1%, enquanto entre os homens é de 4,9% na RMS.
Rendimento - Se as taxas de ocupação bateram recorde neste mês de março, impulsionada pelo avanço do trabalho informal, o mesmo não se pode dizer do rendimento médio real do trabalhador baiano.
Este mês, foi registrado na RMS um rendimento médio real de R$ 1.431,30 entre os trabalhadores - menor patamar desde abril de 2011.
O rendimento também está abaixo da média nacional. Nas seis regiões metropolitanas pesquisadas, cada trabalhador recebe em média R$ 1.855,40 por mês.
"Nossa economia depende dos serviços e comércio, que no mês de março não são muito fortes. É uma situação conjuntural", destaca Joílson Rodrigues, do IBGE.
País tem taxa de desemprego de 5,7%, a melhor desde 2002 - A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 5,7% em março, após registrar 5,6% emfevereiro, conforme aponta a Pesquisa Mensal de Emprego divulgada ontem.
Em março de 2012, o indicador havia registrado 6,2%. A taxa é a menor do País para o mês de março desde o início da série, em março de 2002.
A população desocupada somou 1,4 milhão de pessoas e ficou estável sobre o mês anterior. Já na comparação com março de 2012, foi registrada queda de 8,5%.
A população ocupada ficou em 23 milhões, mostrando estabilidade sobre fevereiro -resultado diferente do verificado em relação a março de 2012, que registrou avanço de 1,2%.
Foi verificada estabilidade nas seis regiões pesquisadas pelo IBGE na comparação mensal.
Já na comparação anual, houve queda no contingente das regiões metropolitanas de Porto Alegre (23,4%) e do Rio de Janeiro (19,4%).