Secretário afirma que eleição de Azevêdo é excelente para a OMC

08/05/2013


O secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, afirmou nesta quarta-feira (08.05), que a eleição do embaixador brasileiro Roberto Azevêdo para a Direção-Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) é importante para o Brasil, mas excelente para a própria instituição. “Roberto era o melhor candidato,acreditamos nele”, afirmou.


SegundoJames Correia, a retomada da Rodada de Doha e os entendimentos para liberalização do comércio mundial deverão ser os principais assuntos na pautado novo diretor do órgão.


Ele disse queo grande desafio do novo diretor da OMC seráretomar essas negociações, estagnadas há anos. "Esse é o grande xis da questão, tornar o sistema compatível com o mundo de hoje. O pensamento de Azevêdo é que a única maneira de chegar lá é incentivar o comércio e a sua liberalização como componente essencial das políticas de desenvolvimento", diz.


O superintendente de Comércio e Serviços da SICM, Marcos Costa, afirma que a eleição de Roberto Azevedo reforça o posicionamento internacional dos países em desenvolvimento, em especial do Brasil, nas discussões sobre o comércio internacional. "É um claro reconhecimento mundial da importância dos países emergentes nas relações comerciais globais", revela.


Segundo ele, como desdobramento da eleição pode-se esperar um fortalecimento no processo de reforma do comércio internacional, com o robustecimento dos pleitos dos países em desenvolvimento. "Como exemplo,podemos elencar o impacto do câmbio nas relações comerciais internacionais e o protecionismo comercial imposto pelos países desenvolvidos", diz.


Abrir mercados - Criada em 1995, a OMC (Organização Mundial do Comércio) tem como objetivo a abertura dos mercados comerciais e remover barreiras, tais como os subsídios, tarifas aduaneiras e outras políticas consideradas excessivas, a fim de dar um novo impulso à economia global.


Oobjetivo declarado da Rodada de Doha, que foi criada em uma cúpula no Qatar em 2001, era desenvolver o comércio para beneficiar os países mais pobres. Mas os 159 países-membros da organização têm falhado em suas tentativas de chegar a um acordo.


Desde que a crise financeira global de 2008 estourou, o comércio mundial sofreu bastante, crescendo míseros 2% no ano passado, menor aumento anual desde o início da base histórica em 1981 e o segundo menor dado após 2009, quando o comércio diminuiu.


A OMC até mesmo cortou sua projeção de crescimento do comércio em 2013 para 3,3%, ante 4,5%, e alertou sobre a ameaça protecionista.


A Europa, fulminada pela recessão, e os EUA, num processo de lenta recuperação, enfrentam dificuldade para impulsionar as exportações por meio de novos acordos comerciais regionais que, segundo alguns especialistas, podem minar a relevância da OMC.


É a primeira vez em que um latino-americano, representante de um país em desenvolvimento, é eleito para um mandato completo de quatro anos. À exceção de um tailandês, em 2002-2005, os diretores-gerais da OMC foram todos europeus.

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