Com a presença de especialistas do setor, o Museu Geológico da Bahia realiza nesta quinta-feira (18.07), das 13h às 18h, o Fórum Brasileiro de Diamantes e Pedras Coradas. Na pauta, a discussão de ações voltadas para o fortalecimento dos segmentos de diamantes e pedras coradas, relacionadas à extração, comercialização e industrialização.
O evento terá ainda a participação de representantes da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), do Ministério das Minas e Energia (MME) e do Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM).
De acordo com Gracia Brandão, coordenadora do Centro Gemológico da SICM, um dos principais desafios hoje éalinhar a cadeia de pedras coradas para andar junto com o segmento de diamantes.
“O Brasil é um grande e diversificado produtor, encontrando em seu território mais de 100 variedades de pedras preciosas. Um dos nossos desafios hoje é aproveitar a estrutura e fomentar a criação de APLs, para fazer fluir o segmento de gemas ejóias”, explica.
São consideradas gemas coradas todas as pedras preciosas que não sejam diamantes. Por exemplo: esmeraldas, rubis, safiras, turmalinas, opalas e águas-marinhas, dentre outras.
Segundo Samir Nahas, secretário-executivo do fórum e assessor da Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério das Minas e Energia (MME), em um país continental como o Brasil, com fortes diferenças regionais, as ações de integração e articulação são sempre difíceis. “Um dos objetivos do fórum é tentar reduzir, ao máximo, essas dificuldades”, afirma.
Ele afirma que, a exemplo do diamante, o segmento de pedras coradas também tem envidado esforços no sentido de aperfeiçoar seus mecanismos de fomento e controle da produção.
“No evento, discutimos diversos temas de interesse do segmento, com destaque para o apoio à industrialização interna e ampliação das exportações, garantindo maior renda e emprego, notadamente em regiões carentes, onde normalmente ocorrem a produção de gemas”, diz.