Com novas indústrias, varejo de Alagoinhas cresce 35%

12/08/2013

KLEYZER SEIXAS


Em Alagoinhas, a instalação de empresas da área de bebidas não gerou emprego apenas na indústria. A vinda de fábricas multinacionais e de marcas nacionais de grande penetração no mercado, como a Brasil Kirin (ex-Schin),também estimulou o desenvolvimento do comércio, que cresceu 35%. A expansão do varejo foi puxada pela elevação do poder aquisitivo da população, gerado, em grande parte, pelo aumento da empregabili-dade no município baiano, segundo avaliação da Secretaria de Desenvolvimento.


No centro da cidade, o movimento gerado pelo comércio é grande nas duas principais ruas de Alagoinhas, onde estabelecimentos comerciais, sobretudo das áreas de alimentação e vestuário, além de serviços diversos, ficam um ao lado do outro. O fluxo de pessoas, aliado à movimentação de veículos, contribui para a atmosfera de um centro comercial com movimento intenso, que, por dia, recebe cerca de 10 mil pessoas oriundas de cidades vizinhas.


É que Alagoinhas, com seus 170 mil habitantes, é a cidade-sede de outros 22 municípios, que ficam no entorno, como Catu, Pojuca, Inhambupe e Esplanada. Moradores da região vão para lá em busca de produtos e serviços.


De olho no consumo De olho no crescimento do comércio da região e na expansão do número de possíveis consumidores, não só os empreendedores locais apostaram no comércio do município, mas muitas franquias também começaram a aproveitar o crescimento econômico da cidade.


Pa a lá já foram a Bob's, Americanas, Cacau Show, A Fórmula e a Arezzo, dentre outras lojas. De 2008 a 2013, o número de estabelecimentos comerciais cadastrados passou de 3,7 mil para cerca de cinco mil, segundo a prefeitura municipal, o que gerou um aumento de três mil postos somente no comércio.


Em junho deste ano, foi a vez da loja de calçados Di Santinni, que já contratou 39 funcionários, entre repositores, caixas e vendedores, todos de Alagoinhas. De acordo com o gerente da loja Jorge Dilson Santana, um estudo que comprovou o potencial da cidade para o comércio de calçados foi realizado antes de a loja ser instalada na cidade. "O movimento está dentro das nossas expectativas, e, a depender do volume de vendas, pode haver mais contratações", afirma o gerente da loja.


Negócios em expansão Mesmo com a abertura de 1,2 mil empresas a mais nos últimos cinco anos, ainda há mercado para quem quer aproveitar o potencial da cidade, segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Alagoinhas (Acia), Reinaldo Barbosa. Ele aconselha, contudo, que os comerciantes que têm intenção de abrir novos negócios explorem, preferencialmente, outras áreas da cidade, já que o centro comercial já está praticamente ocupado, e a tendência natural é que haja expansão para outras regiões da cidade. "Aqui abre-se empresa toda semana", destaca Reinaldo Barbosa.


Quem já está no comércio, comemora. Proprietária de uma loja de bijuterias, a Frandini Bijoux, Lilian Cursino é uma testemunha de o quanto a instalação de indústrias beneficiou o comércio e os trabalhadores da cidade. Além do aumento de 30% nas vendas da sua loja, neste ano, em relação ao ano passado, uma de suas irmãs já garantiu emprego na fábrica da Itaipava, que abre as portas no final de setembro deste ano.


No total, a unidade contratará 500 novos trabalhadores, segundo diretor de mercado do Grupo Petrópolis, Douglas Costa: "Temos vagas na área administrativa, industrial, técnica. é um leque bastante grande de oportunidade de emprego".

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