Geleias, tempero pronto e frutas desidratadas, entre outros itens produzidos pela agricultura familiar baiana, estão disponíveis, a partir deste mês, nas prateleiras das lojas Cesta do Povo em Salvador e região metropolitana. O consumidor já está de olho nas vantagens oferecidas.
Os itens, além de mais saudáveis, possuem preços diferenciados em relação a outros produtos. Farinha produzida por agricultores familiares,por exemplo, pode ser adquirida por R$ 3,95 o quilo, enquanto o produto industrializado sai por R$ 5,15, o que representa economia de 25%.
Novidades – A aposentada Uiramaia Pondé, 60 anos, não perdeu a oportunidade de conferir as novidades na unidade do Ogunjá. "Eu compro há anos na Cesta do Povo, por ter produtos com qualidade e preço justo, e fico ainda mais feliz em saber que agora também posso consumir produtos mais saudáveis e baratos e ajudar famílias do interior."
Por falar em contribuição à agricultura familiar, o aposentado Udelsiro Teixeira, 61, também quer fazer sua parte. "Moro em Morro do Chapéu e venho, às vezes, a Salvador. Compro na Cesta do Povo e estou muito impressionado com a adesão aos produtos familiares. Em minha cidade, compro sempre, principalmente a geleia. Saber que posso encontrar aqui é ainda melhor."
As geleias de umbu, o maracujá da caatinga, o biscoito avoador, a cachaça de Abaíra, o achocolatado de Ilhéus, sequilhos diversos, camarão seco, mel, leite em pó e açúcar mascavo – produzidos pela agricultura familiar baiana – são alguns dos 40 produtos que estarão nas prateleiras das lojas da Cesta do Povo.
Parceria com associações cooperativas e do interior
A compra dos produtos da agricultura familiar e a colocação na rede Cesta do Povo é resultado da parceria celebrada pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria da Agricultura (Seagri), via Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf), e da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), com a União das Cooperativas da Agricultura Familiar da Bahia (Unicafes/Bahia), no âmbito do programa Vida Melhor.
Até o fim do ano, os clientes das 289 unidades do estado vão dispor de uma variedade de produtos oriundos de cooperativas e associações do interior. Quem explica é o presidente da Ebal, Eduardo Sampaio. "Vamos ampliar para todo o estado. Afinal, toda a cadeia [produtiva] é beneficiada, desde o produtor."
Segundo ele, são 10 mil famílias ligadas a essas 20 cooperativas. O benefício atende ao consumidor final pelo fato de encontrar produtos com baixo custo de transporte, "e é bom para Ebal também porque amplia o leque de produtos, oferecendo ao cliente a melhor opção".