Nordeste cresce acima da média do País

23/09/2013



A Região Nordeste desponta no cenário nacional por seu avanço econômico acelerado, bem acima da média das demais regiões. Diversos indicadores confirmam a continuidade da tendência positiva de aumento da participação da região no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, de elevação do PIB per capita e do incremento do volume de investimentos direcionados para os Estados nordestinos.


Dados do último Boletim Regional Trimestral do Banco Central indicam que o Nordeste liderou o crescimento no Brasil entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2013. No período, a atividade econômica da região cresceu 2,1% em relação ao trimestre finalizado em novembro de 2012, quando havia aumentado 0,7% na mesma base de comparação. Em menor proporção, as atividades econômicas das Regiões Sudeste e Centro-Oeste tiveram avanço de 1,4%, respectivamente, no mesmo período, seguidas pela Região Sul, com 1,0%, e Norte, com apenas 0,2% de expansão.


O Nordeste atingiu 13,5% de participação no PIB nacional, o maior porcentual da série histórica iniciada em 1995 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço dos Estados nordestinos entre 2002 e 2010 foi de 0,5 ponto porcentual, menor apenas que o ganho da Região Norte, de 0,6 ponto porcentual.

Entre 2002 e 2010, o PIB da Região Nordeste passou de R$ 191,5 bilhões para R$ 507,5 bilhões, um avanço de 165%, menor apenas que a expansão do PIB das Regiões Norte e Centro-Oeste. O Nordeste registrou ainda a maior taxa média anual de crescimento do PIB per capita, de 3,12% entre 2000 e 2010, assim como a Região Norte.


No mesmo período, o PIB per capita brasileiro se elevou a uma taxa anual média de 2,22% e no Sudeste, região mais rica do País, cresceu a taxas médias de 1,81%.


"Todos os Estados do Nordeste registraram um crescimento de PIB per capita maior do que a média nacional, o que está de acordo com o processo de convergência que observamos no avanço da economia brasileira, com os mais pobres com tendência a crescer mais", afirma Guilherme Resende, coordenador de Estudos Regionais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


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