Empresários baianos expandem negócios para o mundo

07/10/2013


Em 2012, a empresária Amália Santos fez um primeiro contato com um representante de uma grande distribuidora de alimentos de Cabo Verde, durante o XVI Encontro Internacional de Negócios do Nordeste (EINNE), realizado em Salvador. Depois de um ano, ela volta a participar do evento, dessa vez em Fortaleza, e fecha a negociação com esse mesmo distribuidor. “Vamos enviar 10 toneladas do nosso produto, com faturamento em torno de R$ 170 mil”, revela.



Amália é proprietária da Vitacroc, especializada em alimentos saudáveis produzidos a base de granola, com sede em Feira de Santana. Nos três dias de realização do XVII EINNE, na quarta, 2 quinta, 3, e sexta-feira, 4, além do negócio fechado com o empresário de Cabo Frio, ela abriu perspectivas futuras para enviar seu produto para o Uruguai e Paraguai.


Organizado pelo SebraeINNE possibilita esse contato direto com compradores de todo o mundo. É nossa primeira experiência com o mercado exterior e a capacitação junto ao Sebrae, Fieb (Federação das Indústrias do Estado da Bahia) e outras instituições foi fundamental para nos adequarmos às exigências”, conclui a empresária.



Formar parcerias com outras empresas é também um caminho importante para facilitar a entrada nas rotas internacionais. “Para a micro e pequena empresa, é fundamental buscar estratégias que facilitem esse acesso ao mercado internacional e a parceria entre elas é um ponto crucial, nesse sentido”, explica a técnica da Unidade de Acesso a Mercado e Serviços Financeiros do Sebrae Bahia, Cristiane Mota.



A empresária da Vitacroc ficou atenta a esse aspecto e se juntou à Dion Braz, da Colmeia e Cia., também localizada em Feira de Santana. Com foco na produção de mel, Dion também fechou negócio com o distribuidor de Cabo Verde e vai enviar cerca de 10 toneladas do produto. “A parceria reduz o custo operacional do frete e a tendência é que cada um de nós, mais adiante, possa enviar um container fechado”, indica.



A Itom, empresa distribuidora de alimentos em Cabo Verde, foi a principal compradora dos dois empreendimentos baianos. O representante da Itom, Irineu Morais, explica que o foco do negócio é a distribuição de produtos alimentícios saudáveis do Brasil no mercado do país africano. “Há um potencial muito grande para o consumo de alimentos mais naturais em Cabo Verde e achamos que esses produtos terão grande aceitação no país”, afirma.



A perspectiva da Colmeia e Cia. vai além. Segundo Dion Braz, existe a possibilidade da implantação de umajoint venture, em Cabo Verde, por meio de uma parceria com a Itom. Diante das possibilidades futuras, a estratégia, conforme explica o empresário, seria mais propícia para uma operação com custos reduzidos. “Isso só foi possível com a participação no EINNE. Além disso, as capacitações promovidas previamente foram fundamentais para negociarmos munidos das informações necessárias”, diz.



Expectativa é de gerar R$ 35 milhões em negócios



Participaram do EINNE, em Fortaleza, 46 pequenas empresas da Bahia, que puderam negociar, diretamente, com 30 compradores nacionais e 90 internacionais, de países como África do Sul, Alemanha, Angola, Argentina, Bélgica, Bolívia, Cabo Verde, Canadá, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, México, Moçambique, Paraguai, Portugal, Suíça e Uruguai.



No total, 210 pequenas empresas da região Nordeste participam do evento, que tem expectativa, de movimentar, nos três dias, R$ 35 milhões em negócios. Os setores contemplados nessa edição foram Casa e Decoração, Moda, Beleza e Saúde, Alimentos e Bebidas e Construção Civil.



Na programação do XVII EINNE, estavam incluídos exposição de produtos além das tradicionais Rodadas Internacionais de Negócios. A realização foi do Sebrae Ceará, com o apoio do Sebrae no Nordeste e do Sebrae Nacional.

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