As cinco maiores empresas supermercadistas do País são hoje responsáveis por mais de 50% das negociações do setor de alimentos. Para tornar sustentáveis as pequenas e médias empresas do ramo, a Associação Baiana de Supermercados e o Sindicato dos Supermercados e Atacados de Autosserviço da Bahia (Sindsuper) assinam com o Sebrae convênio de cooperação técnica, oferecendo consultorias para melhorar a competitividade das empresas do setor.
O evento acontece nesta sexta-feira (25.10), às 19h, no estande do Sebrae na Feira do Empreendedor, no Centro de Convenções, em Salvador.
O projeto propõe o atendimento a 300 empresas do ramo de varejo de alimentos, além de preparar 50 produtores rurais para atender aos supermercados. Segundo o coordenador da Unidade de Comércio e Serviços do Sebrae, Rogério Cerqueira Teixeira, o objetivo é garantir maior competitividade para as empresas, fazendo com que “o bolo seja fatiado de forma mais justa”.
O Sebrae realizará diagnóstico das empresas e capacitações, disponibilizando também produtos nas áreas de acesso ao mercado, inovação e tecnologia e gestão empreendedora. As ações devem ser iniciadas no mês de novembro e o prazo proposto no convênio é de 38 meses.
O convênio tem como objetivo contribuir para elevar o nível de sustentabilidade dos pequenos negócios das empresas varejistas de alimentos, incentivando o associativismo, acesso a novos mercados e a serviços financeiros, implantação de centrais de negócios e melhoria da gestão empresarial, fortalecendo a Abase e o Sindsuper na Bahia.
Rogério Cerqueira Teixeira salienta que a crescente concentração do mercado varejista de alimentos tem sido a tônica nos últimos anos no setor, sendo que o cenário tem sido fortalecido a cada dia com novas fusões, aquisições e incorporações.
Segundo estudo da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), publicado na Revista SuperHiper de abril de 2012, a concentração da movimentação do setor está crescendo a cada ano, as cinco maiores empresas supermercadistas do Brasil são responsáveis por mais de 50% das negociações do setor e as 500 maiores representam cerca de 82% das negociações, retratando um crescimento bastante expressivo, considerando que no ano de 2007 este último indicador representava 66%.
O varejo de alimentos caracteriza-se como o principal segmento do comércio varejista. No caso brasileiro, representa 27% do mercado, excluindo veículos e combustíveis. Dos 20 maiores varejistas do Brasil, oito atuam no setor de alimentos. Rogério Cerqueira ressaltou que a adoção de medidas que contribuam para a evolução dos pequenos negócios do segmento é fundamental para sua manutenção no mercado cada vez mais concentrado e competitivo.