O resultado sinaliza suave aceleração das contratações de mão de obra no quarto trimestre de 2013. O avanço do IAEmp reverte a tendência declinante que o indicador vinha apresentando nos seis últimos meses.
Os componentes que mais contribuíram positivamente para a melhora do IAEmp foram os indicadores que mensuram o grau de satisfação das empresas com a situação atual dos negócios, da Sondagem de Serviços, com variação de 5,0%; e as que mensuram o ânimo empresarial para contratação nos próximos meses, da Sondagem da Indústria de Transformação, com variação de 3,7%.
O IAEmp é construído como uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, tendo capacidade de antecipar os rumos do mercado de trabalho no país.
Já o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) recuou 1,9% em outubro, na comparação com o mês anterior, considerando-se dados ajustados sazonalmente.
O resultado sinaliza a manutenção dos níveis historicamente baixos da taxa de desemprego observados nos últimos meses. Considerando-se médias móveis trimestrais, o indicador ratifica a tendência favorável para o início do quarto trimestre de 2013.
O ICD é construído a partir dos dados desagregados - em quatro classes de renda familiar - da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho. As classes que mais contribuíram para o recuo do ICD em outubro foram dos consumidores com renda familiar entre R$ 2.100,00 e R$ 4.800,00, cujo Indicador de percepção de Emprego (invertido) variou -3,0%; e a dos que possuem renda acima de R$ 9.600,00, com variação de -2,7%.