Geração empregos de fevereiro alcança maior número em dez anos

19/03/2014




As informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes a fevereiro de 2014, indicam que a Bahia contabilizou saldo positivo de 7.420 postos de trabalho com carteira assinada. O resultado, que expressa a diferença entre o total de 69.334 admissões e 61.914 desligamentos, foi o maior na geração de empregos de fevereiro em dez anos.



O saldo do mês ficou em patamar superior ao contabilizado em igual período do ano anterior (-1.076 postos) e superior ao de janeiro de 2014 (+ 4.471 postos), incluindo as declarações fora do prazo. Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).



“O saldo do mercado de trabalho reflete os recentes resultados positivos da economia baiana no início do ano, a exemplo do crescimento de 6,7% no varejo, de 2,5% na produção da indústria e de 5,4% nas exportações. A solidez da economia baiana fez com que nosso mercado de trabalho apresentasse um descolamento dos demais estados nordestinos, tendo a Bahia gerado três vezes mais postos do que o segundo estado de maior desempenho nos dois primeiros meses do ano”, afirma o diretor geral da SEI, Geraldo Reis.



De acordo com ele, a SEI já vinha antevendo bom resultado do mercado de trabalho no estado, tanto pela observação da retomada do otimismo segundo o Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (Iceb) quanto pelas estimativas de geração de empregos diretos e indiretos.



Liderança no Nordeste



O saldo nacional de geração de empregos em fevereiro ficou em 260 mil vagas, com destaque para São Paulo (77.928), seguido de Santa Catarina (27.891), Rio Grande do Sul (26.487) e Rio de Janeiro (25.820). A Bahia (+ 7.420 postos) ocupou a primeira posição no saldo de postos de trabalho entre os estados da região Nordeste e a oitava posição no Brasil, em fevereiro de 2014.



Na região Nordeste, o estado que gerou o segundo maior saldo foi o Ceará (+ 7.231 postos), Paraíba (+ 1.385 postos), Sergipe (+ 1.365 postos), Piauí (+ 966 postos), Rio Grande do Norte (+ 931 postos) e Alagoas (+ 16 postos). Dois dos nove estados do Nordeste tiveram saldos negativos. O menor saldo da região foi atribuído ao Maranhão (- 866 postos), seguido por Pernambuco (- 883 postos).



Setorialmente, se destacaram nos saldos positivos da Bahia em fevereiro serviços (+ 5.070 postos), seguido pelo comércio (+ 1.434 postos), administração pública (+ 473 postos), indústria de transformação (+ 228 postos), construção civil (+ 169 postos), agropecuária (+ 118 postos) e Extrativa Mineral (+ 68 postos). O único setor que registrou saldo negativo em fevereiro foi serviços industriais de utilidade pública (- 140 postos).



O resultado do emprego foi positivo tanto no interior do estado quanto na Região Metropolitana de Salvador (RMS). No interior, foram criados 3.786 novos postos de trabalho, e na RMS 3.634 vagas. Em fevereiro deste ano, Salvador (2.031), Lauro de Freitas (1.008) e Feira de Santana (986) se destacaram na criação de oportunidades de trabalho formal na Bahia. Salvador registrou 2.031 novos postos de trabalho, Lauro de Freitas (1.008) e Feira de Santana (986).



Acumulado do ano



O saldo referente ao acumulado dos dois primeiros meses do ano situou a Bahia com 11.891 novos postos de trabalho, levando-se em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. O resultado fez com que o estado consolidasse a liderança de geração de empregos no Nordeste.



Em segundo lugar na região, no acumulado do ano, está o Ceará (+ 3.522 postos), seguido pela Paraíba (+ 2.625 postos), Sergipe (+ 2.587 postos), Rio Grande do Norte (+ 1.858 postos) e Piauí (+ 878 postos). Os estados que tiveram saldos negativos, no acumulado dos dois primeiros meses de 2014, foram Pernambuco (- 4.879 postos), Maranhão (- 4.878 postos) e Alagoas (- 4.520 postos).



Ainda no acumulado dos dois primeiros meses do ano, os setores que registraram saldos positivos foram serviços (+ 8.317 postos), construção civil (+ 1.377 postos), indústria da transformação (+ 1.338 postos), comércio (+ 425 postos), administração pública (+ 424 postos), agropecuária, extrativa vegetal, caça e pesca (+ 199 postos) e extrativa mineral (+ 17 postos). O único setor que apresentou saldo negativo no acumulado do ano foi o de serviços industriais de utilidade pública (-206 postos).



Quanto ao saldo de emprego de janeiro a fevereiro de 2014, enfatiza-se que a participação do interior do estado na geração de empregos formais foi um pouco maior do que a participação da RMS. Enquanto o interior criou 6.180 novos postos, a RMS gerou 5.711 novos postos de trabalho com carteira assinada.







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