Abertura do Mercado do Rio Vermelho está prevista para maio

31/03/2014

José Jorge Sales Gomes, proprietário há 32 anos do Boxe São Jorge, foi o primeiro comerciante a receber, das mãos do secretário da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, o chaveiro desenhado pelo artista Bel Borba com as chaves de sua nova loja no Mercado do Rio Vermelho, durante solenidade realizada nesta sexta-feira (28.03) nas instalações totalmente reconstruídas do velho Centro de Abastecimento Alimentar do Rio Vermelho, inaugurado durante o Governo Roberto Santos, em 1979.


A abertura do novo mercado ao público está prevista para o dia 10 de maio, com um grande show de Armandinho, Dodô e Osmar e de vários sambistas baianos.


O ato marcou o conjunto de obras realizado pelo Governo do Estado por ocasião dos 465 anos de Salvador e também contou com as presenças dos secretários da Casa Civil, Rui Costa; do Desenvolvimento Urbano, Manuel Ribeiro Filho; da Segurança, Maurício Barbosa; do Turismo, Pedro Galvão; da Comunicação, Robinson Almeida, do senador Walter Pinheiro, dos presidentes da Ebal, Eduardo Sampaio; da Bahiagás, Davidson Magalhães; e da Conder, Ubiratan Cardoso.


“Estou muito satisfeito. O mercado é uma bênção de Deus. Tenho certeza que vamos ter mais clientes, para que a gente cresça e possa empregar mais pessoas”, disse Gomes, que comercializa hortaliças, frutas e legumes, e já emprega 10 trabalhadores.


Além do proprietário do boxe São Jorge, outros 16 comerciantes receberam simbolicamente as chaves de suas novas áreas comerciais, a exemplo de João dos Santos Barbosa, da peixaria Mar Aberto; Dionísio Souza Rios, do açougue Disk-Carne; de Karina Gusmão Silva, da Agrokar e presidente da Associação dos Permissionários; e de Edson Alípio de Lima, do Restaurante do Edinho, mais antigo comerciante do Mercado, há 39 anos na Chapada do Rio Vermelho.


“Podemos dizer que não houve atraso, porque a obra estava prevista para ser entregue em 24 meses e a entregamos em 26. Agora, a responsabilidade pela abertura ao público está com os permissionários. Terão cerca de 30 dias para fazer a mudança das instalações provisórias para os novos espaços e, com isso, o mercado provisório será demolido e serão completadas as obras de circulação e paisagismo. Obtivemos também com a Coelba o prazo de um mês para fazer a conversão para o novo sistema elétrico”, explica o secretário Correia.


As instalações provisórias do Mercado, onde funcionava a Cesta do Povo, e que custaram R$ 3,5 milhões aos cofres públicos, serão demolidas. “Peço desculpas a vocês, permissionários, e aos clientes pelos transtornos e sacrifícios nos dois últimos anos. Mas tenho certeza que tomamos a decisão certa em não fechar o mercado. Evitamos um prejuízo ainda maior e arcamos com as perdas: deixamos de faturar com o fechamento da nossa loja da Cesta do Povo, desde novembro de 2011, cerca de R$ 26 milhões”, disse Correia.


O Governo da Bahia também obteve uma patrocínio do Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava, que cobriu os custos de instalação para o novo mercado, anteriormente previstos para recair sobre os comerciantes. Todos os equipamentos coletivos – sistema de vídeo-vigilância, lixeiras, móveis e decoração – serão de responsabilidade da cervejaria.


“Agora vamos tentar fazer a mesma requalificação no Mercado de Sete Portas e na antiga Estação Rodoviária, nos Dois Leões. Para tanto, estou incluindo duas emendas no Orçamento Federal de 2015”, anunciou o senador Walter Pinheiro, responsável pela emenda parlamentar que permitiu a reconstrução do Mercado do Rio Vermelho, obra que representou investimentos de R$ 28 milhões do Governo da Bahia e da Caixa Econômica Federal.


MAIOR E MELHOR


Com projeto dos arquitetos baianos André Sá e Francisco Mota, o novo Mercado do Rio Vermelho, cresceu e ficou muito mais confortável. A área comercial construída cresceu 88%, dos atuais 4. 637 m2 para 8.725 m2, enquanto os espaços comerciais subiram de 100 para 139. As vagas de estacionamento aumentaram 140%, de 100 para 240, sendo 179 cobertas.


O elevado pé-direito melhorou a ventilação e a iluminação naturais, enquanto as alamedas alargadas e a reorganização do mix de vendas vai tornar muito mais confortável o acesso e a circulação dos consumidores.


“O projeto transforma o centro de abastecimento em um centro de compras e lazer. Amplia a capacidade de comercialização de produtos e expande toda a área de gastronomia. Bares e restaurantes agora estão reunidos em uma praça de alimentação, com diversas opções para baianos e turistas, com acesso independente e horário de funcionamento diferenciado”, explica Eduardo Sampaio, presidente da Ebal, anunciando que a administração do Mercado será de responsabilidade da empresa privada Enashopp.


HISTÓRICO


Em 1979, durante o Governo Roberto Santos, foi inaugurado o Centro de Abastecimento Alimentar do Rio Vermelho, com investimentos, à época, de 10 milhões de cruzeiros. As cobertura eram em fibra de vidro, mas os permissionários continuavam sujeitos às intempéries.


No dia 25 de fevereiro de 1986, com instalações totalmente novas, o governador João Durval Carneiro inaugura o Centro de Abastecimento do Rio Vermelho, cuja estrutura praticamente foi mantida até a sua demolição, em 2012.


Em 2004, durante o Governo Paulo Souto, a Central de Abastecimento passou por uma grande reforma, onde foram reparados os sistemas elétrico hidráulico e todas as áreas de circulação mercado.


No início da década de 2010, o Ministério Público e a Vigilância Sanitária apontam problemas graves de higiene na Central de Abastecimento, a Ceasinha. Em 2012, já no Governo Jaques Wagner, são demolidas as velhas estruturas e começa reconstrução do local.
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