Depois de meses com resultados baixos na venda, o comércio da Baixa dos Sapateiros, finalmente, começou a alcançar o lucro com a chegada do Natal. Faltando um pouco mais de um mês para a data, lojistas enfeitam as lojas e comemoram a forma como as vendas começam a esquentar.
De acordo com o proprietário da loja O Realzão, Rogério Olanda, os artigos natalinos já alcançam 30% das vendas diárias. “Aqui a procura já começou. Pisca-piscas, bolas, enfeites, árvores, vendemos de tudo. Temos a vantagem de comercializarmos tudo a partir de R$ 1, e isso atrai mais clientes,” conta.
Ainda segundo Olanda, nem a existência de obras de requalificação no local atrapalharam o fluxo de vendas. “No início era um obstáculo. Ficávamos à mercê das obras. Isso aqui estava uma bagunça e os clientes deixavam de vir porque não tinham onde andar. A calçada vivia cheia de entulho e os produtos expostos à poeira. Mas, agora boa parte já foi concluída e as pessoas voltaram a vir”, afirma o vendedor.
Os serviços na Baixa dos Sapateiros são executados pela Diretoria do Centro Antigo de Salvador (Dircas), que é vinculada à Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder).
As obras serão interrompidas durante os festejos de final de ano, beneficiando os consumidores. A decisão foi tomada pela Conder, atendendo ao pedido da Associação dos Lojistas da Baixa dos Sapateiros (Albasa).
Orçadas em R$ 13,8 milhões, as obras vão promover a melhoria na acessibilidade local e na mobilidade urbana, além de valorizar o comércio na Avenida J.J. Seabra, um dos principais ‘shoppings a céu aberto’ de Salvador. A conclusão das intervenções, entre o Aquidabã e o Largo da Barroquinha (trecho de 4 km), está prevista para o dia 15 de fevereiro de 2015.
O lucro
Em outro ponto da cidade, a certeza de um Natal farto não é tão grande assim. Na avenida Joana Angélica, grande centro de compras de Salvador, poucas são as lojas que já estão arrumadas para os festejos natalinos. O motivo? Não tem que compre as mercadorias. “Está muito fraco o movimento, comparado ao ano passado.
Em 2013 e 2012, nessa época já estávamos pedindo novos produtos pro estoque, por que os que tínhamos acabaram. Em 2014 está sobrando itens, as pessoas estão deixando pra comprar mais próximo a data, ninguém tem dinheiro”, conta a vendedora da loja Casa ponto Com, Juciele Leandro.
Em entrevista a Tribuna da Bahia, o presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas/BA), Paulo Mota, disse que as expectativas de um comércio bastante aquecido, são as menores possíveis. “O Natal é a época de maior movimento no comércio durante o ano, mas desta vez as expectativas no geral não são as melhores. A crise econômica está afetando as pessoas,” disse.
Ainda segundo Mota, a média de vendas de 2014, comparado a 2013, é de 1.5%: “As nossas expectativas de vendas são bastante tímidas. Não tivemos um bom desenvolvimento econômico no ano de 2014 e em todas as datas festivas vendemos muito menos do que o ano passado. Com isso, para o Natal não será diferente. As vendas no mundo todo estão muito retraídas”, disse.