Seagri e indústrias discutem apoio para produtores de leite na Bahia

10/12/2014

Pequenos e médios produtores de leite da Bahia, principalmente da Chapada Diamantina e de Feira de Santana - regiões mais prejudicadas pela falta de mercado para venda da produção - recebem novo alento com as iniciativas discutidas, em reunião nesta terça-feira (09/12), pela Secretaria da Agricultura (Seagri) e indústrias.


No encontro realizado no gabinete do secretário estadual da Agricultura, Jairo Carneiro, o diretor de compras da Nestlé, Renê Machado, concordou em aumentar o volume de compra de leite de 50 mil para 75 mil litros/dia, como medida de curto prazo, e de apresentar ao conselho da indústria a proposta de instalar um entreposto na região de Feira de Santana ou na Chapada, para comprar diretamente dos criadores.


A empresa deve estudar também a proposta de voltar a industrializar, na unidade de Itabuna (sul do estado), produtos que demandem maior quantidade de leite e assim possa retornar ao volume de compra de 500 mil litros/dia.


Logo após a reunião, o proprietário do Laticínio Lacaa, de Capela de Alto Alegre, município da região nordeste baiana, que compra o leite dos produtores, resfria e encaminha à Nestlé, concordou em aumentar o valor pago por litro de leite ao criador de R$ 0,68 para R$ 0,75, em decorrência da anunciada ampliação do volume de compra da Nestlé de 50 mil para 75 mil litros/dia.


Fome Zero


Também o diretor da indústria de leite Vale Dourado, de Itapetinga (no sudoeste), Carlos Sampaio, dispôs-se a prestar serviços para as cooperativas de produtores, transformando o leite in natura em leite em pó para venda ao Programa Fome Zero.


Para o secretário, a reunião foi muito importante com resultados que precisam ser ampliados. “O leite é uma das cadeias produtivas mais importantes da agropecuária e representa a sustentabilidade para o semiárido, ao lado da cadeia [produtiva] da ovinocaprinocultura, por envolver grande número de agricultores familiares”.
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