A taxa de desemprego ficou em 6,5% no quarto trimestre do ano passado, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10.02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em 2014, a taxa média ficou em 6,8%.
O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substituirá a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O IBGE estima que a PNAD Contínua completa seja divulgada no dia 7 de maio.
O novo indicador mostra um desemprego maior que o calculado pela PME, que terminou o ano em 4,8%.
Em relação ao terceiro trimestre, quando o desemprego ficou em 6,8%, a taxa do quarto trimestre diminuiu. No entanto, frente ao mesmo período de 2013, houve aumento. Naquele trimestre, o índice havia atingido 6,2%.
Na média de 2014, a taxa também foi menor que as registradas em 2013 e 2012, quando o índice chegou a 7,1% e 7,4%, respectivamente.
"A cada trimestre, a PNAD Contínua investiga 211.344 domicílios em aproximadamente 16 mil setores censitários, distribuídos em cerca de 3.500 municípios", informou Cimar Azeredo, Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
No quarto trimestre, a população desocupada somou 6,5 milhões de pessoas, abaixo das 6,7 milhões verificadas nos três meses anteriores.
Cimar explicou que na comparação do quarto trimestre de 2014 com o mesmo trimestre do ano anterior, “a gente teve aumento na população ocupada de 993 mil pessoas, mas quando se olha a população desocupada, o aumento foi de 400 mil de contigente de pessoas que estavam procurando trabalho. Só que esse aumento da população ocupada não foi suficiente para derrubar a taxa, para absorver essa demanda. Aumenta a população ocupada, mas ela não é o suficiente”.
Segundo a pesquisa, 77,7% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada.
"Na comparação com o 3º trimestre de 2014, houve queda de 147 mil pessoas trabalhando com carteira de trabalho assinada. No entanto, em relação ao ano anterior, há um saldo de 455 mil", afirmou Cimar Azeredo.
Entre os trabalhadores domésticos, 32,1% tinham carteira de trabalho assinada no 4º trimestre de 2014, acima dos 31,1% registrados no mesmo trimestre do ano passado. Os militares e servidores estatutários correspondiam a 68,2% dos empregados do setor público.
"A gente vê que não tem diferença nenhuma praticamente de um ano para o outro. Até porque essa não é uma configuração que muda, a não ser que você tenha um momento de crise forte no mercado, que provoque mudanças de um ano para o outro."
Homens, mulheres e jovens -De acordo com o IBGE, há uma grande diferença na desocupação entre gêneros. Nos últimos quatro meses de 2014, a taxa foi estimada em 5,6% para os homens e 7,7% para as mulheres.
A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade ficou acima da média, em 14,1%. Nos grupos de 25 a 39, o índice ficou em 6,3% e de 40 a 59 anos de idade, em 3,3%.
Para quem tem ensino médio incompleto, o desemprego atingiu 11,6%. Para o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 6,8% - o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (3,4%).