Vendas no varejo crescem 0,6% na Bahia

15/05/2015


As vendas do comércio va­rejista cresceram 0,6% na Bahia em março, em relação ao mês anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, houve que­da de 0,9%.


A variação no volume de vendas do setor em relação ao mesmo mês do ano an­terior apresentou queda de 0,1%, no estado. O resultado é considerado estável e está um pouco abaixo da média Brasil, que caiu 0,4%.


A variação da receita no­minal de vendas (fatura­mento) no estado foi de 7,2% em comparação com março de 2014. Já a taxa docomércio varejista ampliado - que in­clui as atividades de veícu­los, partes e peças e material de construção - subiu 0,6%, considerando-se também o mesmo mês de 2014.


Para o coordenador de acompanhamento conjun­tural da Superintendência de Estudos Econômicos e So­ciais da Bahia (SEI), Luiz Má­rio Vieira, a melhoria do de­sempenho em março de­veu-se às promoções ocor­ridas em todo o estado, como a Liquida Salvador.Destacaram-se positiva­mente, nesse mês, os setores de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebi­das e fumo (0,2%); artigos farmacêuticos, médicos, or­topédicos e de perfumaria (3%); e artigos de uso pessoal e doméstico (26,7%).Os piores desempenhos


Pequenos gastos


Itens de menor valor, como artigos de uso pessoal e doméstico, foram responsáveis pela melhoria das vendas em março (26,7%). O resultado, comparado ao de 2014, foi estávelficaram com móveis e ele­trodomésticos (-8,5%); equi­pamentos e materiais para escritório (-11,8%); e livros, jornais, revistas e papelaria (-9,1%).Vieira avalia como atípico a queda desse último seg­mento. "Talvez as pessoas te­nham encontrado um outro jeito de comprar”, diz, refe­rindo-se ao material escolar, que costuma ser adquirido nesse período.


Há expectativa de que o consumidor possa voltar às compras”,Luiz Vieira, coordenador na SEI


Trimestre


No acumulado do primeiro trimestre de 2015, as vendas do varejo, na Bahia, tiveram retração de 3,6% em relação a igual período do ano an­terior, enquanto o Brasil ob­teve queda de 0,8%. A va­riação da receita nominal de vendas, no estado, foi de 2,8% em comparação ao mesmo período de 2014.


A maior queda nas ven­das, na Bahia, ocorreu em fevereiro, com desempenho negativo de 7,1%, considera­do o "efeito calendário” de­vido à realização do Carna­val, que reduziu o número de dias úteis. Janeiro apre­sentou redução de 3,7%.


O segmento de equipa­mentos de escritório, infor­mática e comunicação ob­teve o pior resultado (-21,4%), seguido de móveis e eletrodomésticos (-9,4%); e de veículos, motos, partes e peças (-7,6%). Os melhores desempenhos foram de hi­per, supermercados, produ­tos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%) e artigos farma­cêuticos, médicos, ortopédi­cos e de perfumaria (0,4%).


Perspectiva


Para o economista da SEI, o comércio varejista pode se recuperar no segundo se­mestre, após a definição do ajuste fiscal e a estabilização da inflação, que, nesse pri­meiro semestre, sofreu o im­pacto dos reajustes de itens como água, luz e combus­tíveis.


Há a expectativa de que o consumidor possa readqui­rir a confiança e voltar às compras. O crédito também pode voltar a ficar mais aces­sível. Mas não vai haver nada parecido com o que ocorreu em anos anteriores”, diz.


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