Bahia é responsável por 30% do consumo nacional de cosméticos

12/08/2015


A Bahia é responsável por 30% do consumo nacional de cosméticos e é o estado que mais contribui com o crescimento do setor na região. Ocupa a 4ª posição de produtor do Brasil e tem 133 empresas instaladas, o que representa mais de 50% do número de unidades industriais no Nordeste, que conta com um parque instalado com 256 empresas. O emprego formal do setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos também cresceu a uma taxa média de 8,1% ao ano no Estado, fruto de uma série de investimentos privados da ordem R$ 657,6 milhões, realizados entre 2007 e 2014, sendo o mais expressivo deles a fábrica de O Boticário, em Camaçari, com R$ 380 milhões.


Para entender mais o setor de Higiene Pessoal, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico – SDE – realizou na última segunda-feira (10.08), no Senai-Cimatec, um workshop, que congregou empresários e reuniu informações relevantes para fortalecer a cadeia, fomentar o desenvolvimento industrial do segmento e de setores transversais, como embalagens e logística.


O Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de produtos ligados à beleza. “De acordo com a Associação Brasileira de Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o Nordeste é a região brasileira que mais cresce no setor de higiene pessoal, com uma média de 5% ao ano, bastante expressiva em relação à média nacional que é de 2,5% ao ano. Então, é um setor muito importante para que o Governo da Bahia estimule o adensamento dessa cadeia produtiva”, diz Jorge Hereda, secretário de Desenvolvimento Econômico.


Esses números dos mercados baiano e nordestino foram uma das razões que levaram o Grupo O Boticário a escolher a Bahia para instalar sua segunda planta industrial no país, para a produção de 12 linhas de perfumes e nove de cuidados pessoais, e um centro de distribuição para se conectar diretamente com as regiões Norte e Nordeste. “Cerca de 40% do mercado de cosméticos está nas regiões N e NE. Instalados na Bahia, podemos fortalecer nossa marca e ficar mais perto de um importante mercado consumidor”, diz Leandro Balena, Gerente de Projetos e Operações do Grupo O Boticário na Bahia e um dos palestrantes no wokshop.


O workshop foi aberto pelo diretor da Associação Brasileira de Empresas de Design, Abedesign, Mario Bestetti, que abordou a utilização prática do design no mercado de Perfumaria e Higiene. Bestetti desmistificou o design como artigo de luxo e explicou que sua aplicação pode ser feita de forma bastante ampliada: “O design pode ser de uma embalagem, de um ponto de venda ou até mesmo de algum equipamento para auxiliar na produção da própria industria. É preciso uma consciência coletiva de que o design é algo que pode agregar valor e ajudar a aumentar o faturamento”, disse.


Por fim, Lara Sorensen, gestora da fábrica-modelo do Senai Cimatec, em parceria com a consultoria McKinsey & Company, apresentou o conceito de manufatura enxuta com foco nas micro, pequenas e médias empresas. “A boa gestão ajuda o empresário a reduzir desperdício, otimizar processos e aumentar a produtividade das suas empresas. Fizemos dois projetos-pilotos, durante um mês, em duas fábricas baianas, que apresentaram resultados expressivos. Uma teve 30% de aumento de produtividade e a outra dobrou a produção", explica Sorensen, que finalizou a palestra com uma visita guiada à fábrica modelo.


CADEIA PRODUTIVA


A cadeia produtiva de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, receberá um importante reforço com a fábrica de embalagens de vidro, a mexicana Vitro, no Polo Industrial de Camaçari. Serão investidos R$ 210 milhões, com geração de 500 empregos, para a fabricação de embalagens de vidro para perfumaria, em uma planta industrial vizinha à fábrica de O Boticário. A previsão é que a unidade da Vitro comece a operar no segundo trimestre de 2016.


Outra empresa de higiene pessoal, a Kimberly-Clark, se beneficiou recentemente com a entrada em operação do complexo acrílico da Basf. A companhia norte-americana fabrica na Bahia o absorvente Intimus e as fraldas descartáveis infantis Turma da Mônica, utilizando-se de polímeros superabsorventes (SAP) fornecidos pela Basf, que investiu € 540 milhões em sua planta tríplice de produção de ácido acrílico no Polo Industrial de Camaçari.
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