27/08/2015
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) investe em programas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para aumentar a competitividade das fontes renováveis. Após o sucesso das eólicas, a aposta agora é a energia solar.
Sede de tecnologia
Para Élbia Gannoum, presidente da Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), a inovação é determinante para o futuro dosetor.
"O Brasil expande a sua matriz pensando no custo. Atualmente, devido às dificuldades que os projetos de hidrelétricas têm encontradopara obterem as licenças ambientais, as eólicas oferecem um ótimo custo benefício.
Para que esse futuro continue virtuoso, os projetosde inovação são fundamentais."
Mathias Becker, presidente da Renova Energia, espera que o desenvolvimento de novas fontes solares coloque o Brasil como um doslíderes globais nesse segmento.
"No ano passado, com a tecnologia que já temos, conseguimos realizar o leilão mais bem sucedido de energia solar no mundo. Comoessas fontes têm conseguido uma evolução tecnológica que fornece de 4% a 5% de competitividade ao ano, conseguimos ver um valorgrande nas iniciativas de inovação", afirma.
As chamadas da Aneel visam selecionar projetos estratégicos de eficiência energética e financiar sua execução.
Segundo Máximo Pompermayer, superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética, o objetivo do governo éreduzir a dependência de tecnologias estrangeiras, principalmente para a geração solar.
Em setembro, a agência promove um workshop para os interessados em apresentar projetos de geração solar. Até o final deste ano,outro workshop será realizado para projetos de armazenamento de energia, as chamadas "super baterias", e, possivelmente, geraçãodistribuída.
As chamadas públicas feitas pela Aneel em 2012 contribuíram para o desenvolvimento da energia eólica.
Em 2007, o custo do megawatthora(MWh) de uma usina eólica, conforme os preços praticados em leilões da época, era 90% maior doque o de uma hidrelétrica. Nos leilões realizados neste ano, essa diferença caiu para 15%.
"Nosso principal foco é o desenvolvimento de fontes renováveis. Os projetos demoram alguns anos para dar resultados, mas já estamoscolhendo os primeiros", diz o superintendente da Aneel.