A Junta Comercial da Bahia (Juceb) firmou convênio com a Fundação Pedro Calmon (FPC) para a restauração de 180 livros históricos sobre o registro mercantil no Estado da Bahia.Durante assinatura de convênio foi apresentado dados sobre os livros a serem restaurados e sobre a criação de um espaço para visitação.
A assinatura ocorreu na sede da Juceb e contou com a presença da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), do presidente da Juceb, Antonio Carlos Marcial Tramm, do diretor geral da FPC, Zulu Araújo e da diretora do Arquivo Público da Bahia (APB) Maria Teresa Matos.
Para a senadora Lídice da Mata, o convênio para a restauração dos livros se constitui como um processo de fundamental importância para a preservação histórica da memória empresarial da Bahia. “Através da restauração e exposição dos livros que tratam da constituição das empresas e do comércio baiano desde o século XIX, a Junta dá uma importante contribuição a preservação da memória no Estado da Bahia”, pontuou.
O presidente da Juceb, Antonio Carlos Marcial Tramm, destacou o convênio para a restauração como um importante instrumento de resgate e divulgação da história do registro comercial na Bahia. “Esse convênio visa à preservação da memória através da restauração de uma série de livros históricos, alguns datados do século XIX. Estamos possibilitando que esta memória seja resgatada e que venha a ser utilizada por estudiosos e pelo público em geral”.
Tramm afirmou ainda que, após a restauração, um espaço será criado para exposição e consulta dos livros. “Ao recuperarmos esta memória da Juceb vamos criar um espaço para a exposição e consulta pública destes livros. Afinal, não adianta a gente recuperar a memória e escondê-la, por isso ela será exposta para a consulta pública”.
O Diretor Geral da FPC Zulu Araújo salientou que a parceria é importante não só para a Junta Comercial, mas para toda a sociedade baiana. “Este convênio materializa uma das prioridades da fundação Pedro Calmon, que é trabalhar na preservação da memória pública e privada do Estado da Bahia. A preocupação da Juceb com a história aliada a missão da Fundação, que é a preservação da memória, dará acesso a nossa história para pesquisadores, historiadores e toda a sociedade”, disse.
O convênio terá duração de 12 meses e prevê a limpeza, restauração e digitalização dos documentos. A ação se dará através do Arquivo Público do Estado da Bahia, órgão vinculado à Fundação Pedro Calmon. “Este momento registra a formalização de uma cooperação em favor da preservação e do acesso à memória da Bahia. Consta no plano de trabalho a higienização do acervo, posteriormente ações corretiva, ou reparos, a depender da necessidade de cada volume”, explicou Maria Teresa Matos.