Responsável por 1,8% do PIB nacional, o setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos sente os efeitos do atual cenário econômico brasileiro. No primeiro semestre de 2015, o setor registrou queda de 5% no faturamento, em comparação ao mesmo período de 2014. O dado foi apresentado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basílio, durante o Workshop de Atualização: Mercado de Cosméticos, realizado no Gran Hotel Stella Maris, no último sábado (24.10).
Apesar da queda no faturamento, o volume de vendas cresceu 1,5% no primeiro semestre deste ano. “O consumidor não deixa de usar produtos do nosso setor, mas começa a procurar artigos mais simples, com menor valor agregado”, explicou Basílio. O panorama traçado pelo presidente da Abihpec aponta que o Brasil é o terceiro maior consumidor de cosméticos do mundo e, apesar de o cenário não ser otimista, há oportunidades. “A saída passa sempre pela inovação. Ganhar produtividade passa necessariamente pela melhoria da qualidade, seja de equipamentos, matéria prima ou embalagens”, destacou.
Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Ricardo Alban, destacou que a motivação e a determinação também são importantes para superar o momento adverso da economia. “É preciso revisitar sempre a estrutura de custo, a qualidade do produto e buscar nichos de mercado. Além disso, não podemos esquecer que a mão de obra especializada é o maior patrimônio das nossas empresas”, pontuou.
Alban destacou, ainda, os investimentos realizados pela Fieb para ampliar a oferta de produtos e serviços no interior do estado, citando a ampliação do Senai em Feira de Santana e outros investimentos em cidades como Ilhéus, Vitória da Conquista e Juazeiro.
Outro caminho essencial para enfrentar as dificuldades, apontado pelo presidente do Sindicato da Indústria de Cosmético e Perfumaria do Estado da Bahia (Sindcosmetic), Raul Menezes, é o associativismo. “Precisamos de união para enfrentar o atual cenário econômico. Isolados seremos sempre fracos. Precisamos estar alinhados para apresentar nossas demandas e agir em prol do nosso setor”, ressaltou. Na Bahia, o setor conta com 72 empresas, em 19 municípios. Desde total, 30 empresas são associadas ao sindicato.
O evento também contou com a presença do assessor da superintendência do Sebrae Bahia, André Gustavo Barbosa, que também ressaltou a importância da inovação para que as empresas do setor se diferenciem no mercado.
Troca de experiências -Os participantes do workshop também conheceram a experiência de sucesso da Natulab, que foi apresentada pelo empresário Marconi Sampaio, fundador da empresa, instalada em Santo Antônio de Jesus.
O empresário Marconi Sampaio, fundador da Natulab, apresentou a experiência de sucesso da empresa, instalada em Santo Antônio de Jesus.
Promovido pelo Sindcosmetic, o workshop contou com o apoio da Fieb e do Sebrae e teve como objetivo atualizar os empresários sobre temas relevantes para o setor, como competitividade, produtividade e gestão de marca, além de aproximar os empresários e promover a troca de experiências.