Enel Green Power investe R$ 440 milhões em dois parques eólicos

28/01/2016

A Enel Green Power, companhia do grupo italiano Enel, dedicada ao desenvolvimento, operação e geração de energia a partir de fontes renováveis anunciou investimentos de R$ 440 milhões pra construção de duas usinas eólicas na Bahia. Protocolo de Intenções foi assinado nesta quinta-feira (28.01.2016), pelo secretário de Desenvolvimento Econômico - SDE, Jorge Hereda, pelo diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios, Márcio Trannin, da companhia italiana, e pelo chefe de gabinete da Secretaria de Infraestrutura, Ivan Barbosa.


A Enel Green Power ganhou no Leilão de Fontes Alternativas, realizado em 27 de abril de 2015, por 20 anos, o direito ao fornecimento de energia que será produzida através dos parques eólicos Cristalândia I e II, com capacidade instalada de 30 MW (15 turbinas) e 60 MW (30 turbinas) respectivamente, e previsão de entrar em funcionamento em 2017. Os parques serão instalados em Brumado (37 aerogeradores), Dom Basílio (6 aerogeradores) e Rio de Contas (2 aerogeradores). Nas obras civis serão gerados 500 empregos diretos e 10 postos de trabalho quando os parques estiverem em funcionamento.


Na Bahia, a Enel já conta com 18 usinas eólicas, o equivalente a 554 MW, contando entre projetos em funcionamento e em fase de construção, com um montante de investimentos na casa de R$ 3 bilhões. A companhia também administra 410 MW de projetos solares fotovoltaicos.


“O setor de energia renovável na Bahia já tem 185 projetos comercializados nos leilões de energia realizados pela ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica. Quando somado o mercado livre, que são contratos privados de energia eólica, o número de empreendimentos chega a 230. E o grande diferencial baiano é justamente ter bons ventos e sol intenso onde a economia é mais pobre”, diz Hereda.


VENTOS E SOL DA BAHIA


As usinas de vento estão espalhados por 23 municípios baianos e contam com investimentos previstos de R$ 18,4 bilhões. Atualmente, o Estado possui 46 projetos em operação, totalizando uma capacidade instalada de 1.159,4 MW.


Diferente dos outros estados da região, que tem projetos localizados no litoral, a Bahia concentra o potencial eólico no interior, ao longo de toda margem direita do Rio São Francisco, desde a Serra do Espinhaço até Juazeiro.


Quanto à energia fotovoltaica, gerada pelo calor do Sol, são mais de R$ 4,2 bilhões em 32 usinas com 893 MW de potência, distribuídas em seis municípios também da caatinga.


PARQUE INDUSTRIAL


Além das usinas de geração de energia espalhados pelo sertão, a Bahia organizou um parque industrial voltado para produção de equipamentos, consolidando o estado como principal polo nacional na fabricação de componentes. A cadeia produtiva já conta com seis grandes empreendimentos instalados - Alstom, Gamesa, Torrebras, Acciona, Torres Eólicas do Nordeste (TEN) e Wobben Windpower; e uma em implantação - Tecsis, em Camaçari.


Instalada na Bahia desde 2011, a espanhola Gamesa inaugurou em 2015 uma segunda linha industrial para produção de nacelles – compartimento que abriga gerador, a caixa de velocidades e o sistema de transmissão.


A Alstom conta com uma fábrica de nacelles, em Camaçari, desde 2011, e triplicou sua produção desde então. Em joint-venture com Andrade Gutierrez, criou a TEN (Torres Eólicas do Nordeste), com investimentos de R$ 120 milhões, em Jacobina, onde produz torres de aço para os aerogeradores.


A espanhola Acciona Windpower fabrica cubos de hélices e nacelles em Simões Filho, enquanto a Torrebras produz torres eólicas e vai gerar mais 125 novos postos de trabalho com a recente elevação em 50% da sua capacidade produtiva.


Em Juazeiro, no Vale do São Francisco, a Wobben Windpower produz torres de concreto para as usinas eólicas, enquanto a Tecsis, fabricante de pás, está investindo R$100 milhões em uma grande fábrica em Camaçari.

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