Secti investe R$ 2,5 mi em projeto para criar soluções urbanas

14/07/2016

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) desenvolverá um projeto de implantação de um “living lab” (laboratório vivo) no Parque Tecnológico da Bahia, empreendimento vinculado pela pasta, em parceria com o Instituto Fraunhofer, considerada a mais importante fundação de pesquisa aplicada da Europa. A única unidade do instituto no Brasil é o Fraunhofer Project Center, instalado de forma conjunta com a Universidade Federal da Bahia (Ufba).


O projeto, no qual será investido R$ 2.573.077,66, terá a duração de 18 meses (1 ano e meio) a partir da assinatura do contrato. “Vai servir como ponto de partida para a gente desenvolver soluções interessantes no conceito de cidades inteligentes, saber quais são os equipamentos necessários [para a composição de um living lab]”, explica a coordenadora executiva para serviços e soluções de TI da Secti, Daniela Bacellar, a parceria. O conceito de laboratório vivo configura um projeto de colaboração entre diversas instâncias, como governo e centro de pesquisas e inovação, de forma a elaborar formas de aplicação das soluções encontradas na vida real.


O problema inicial no qual a equipe do projeto se debruçará será “Espaços Urbanos”, considerando conflitos como dificuldades de estacionamento, tendo como referência Salvador e região metropolitana. "Se tiver tendência para desenvolver alguma solução para outra área, nós vamos estender”, detalha Daniela, citando questões como iluminação pública. Na prática, o Instituto Fraunhofer definirá uma “arquitetura” para o living lab, fará uma prova de conceito [que possa demonstrar a viabilidade prática da ideia], construirá um projeto piloto, e ao final, um modelo de fomento. “Queremos um projeto que beneficia ao cidadão, que será mostrado, disponibilizado, para caso alguns dos 417 municípios, em visita ao Parque Tecnológico, possa ver o que tem de solução de cidades inteligentes já implantados”.


Entre exemplos mundiais da aplicação da ideia de “cidade inteligente” está a experiência de Copenhague, capital da Dinamarca. Perseguindo a meta de “carbon-neutral capital (capital livre de carbono)”, prevista para ser cumprida em 2025, a administração do município criou e implantou diversas soluções, como uma rede de iluminação e sinalização de tráfego em LED, que em conjunto com o uso de sensores, permitem coordenar a intensidade e sincronização das lâmpadas, semáforos e das green waves (“ondas verdes”, em menção a sinalização em luzes verdes no asfalto) – baseado no fluxo de ciclistas, que são mais de 37% da população da cidade, o tráfego é organizado de forma a permitir ciclos sequenciais de sinais “abertos” para os usuários de bicicleta. Outra tecnologia são lixeiras públicas que avisam quando precisam ser esvaziadas e um sistema de informação para ciclistas que informa os trajetos mais ou menos movimentados.

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