Bahia cadastra 341 projetos de energias eólica e solar em leilão

09/08/2016

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 1.260 empreendimentos de geração de energia eólica e solar fotovoltaica para o 2º Leilão de Energia de Reserva 2016 (2º LER), sendo 841 projetos eólicos e 419 fotovoltaicos, somando 35.147 Megawatts de potência instalada. A Bahia e o Rio Grande do Norte lideram a oferta de projetos. A Bahia cadastrou 240 projetos eólicos, com um total de 6.380 MW, e 101 com a energia do sol que totalizam 3.155 MW de potência instalada. O Rio Grande do Norte teve 223 empreendimentos eólicos cadastrados, ou 5.555 MW, além d 58 de energia solar, com 1.640 MW.


O cadastramento de um projeto é o primeiro passo para permitir sua participação no leilão. A habilitação técnica depende da comprovação da capacidade de escoamento da sua potência associada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).


De acordo com o Artigo 14 da Portaria MME 104/2016, não será habilitado "o empreendimento de geração cujo Ponto de Conexão ao SIN tenha capacidade de escoamento inferior à sua potência injetada, observado o prazo para alteração do Ponto de Conexão".


Após a habilitação técnica é feito ainda o aporte de garantias financeiras para a efetiva participação no leilão.


O leilão está previsto para ocorrer no dia 16 de dezembro de 2016. O 1º LER, que fará oferta apenas de energia hidrelétrica, está marcado para o dia 23 de setembro.


Ranking


O Brasil alcançou a 8º posição no ranking mundial de geração eólica em 2015, subindo sete posições nos últimos dois anos. Também no ano passado, o país registrou o primeiro lugar no ranking mundial em fator de capacidade (relação entre produção efetiva e capacidade instalada) de geração eólica, com 38%. O país ainda manteve a quarta posição no ranking mundial de potência instalada. Os dados são do "Boletim de Energia Eólica Brasil e Mundo - Base 2015", produzido pelo Ministério e Minas e Energia.


Entre os países analisados, o fator de capacidade do Brasil é 60% superior ao indicador mundial. O destaque do fator de capacidade, que indica o aproveitamento do vento para gerar energia, é resultado do aumento significativo dos avanços tecnológicos em materiais, e no porte das instalações, além da escolha de melhores sítios, o que permite melhor aproveitamento dos ventos.


No atual modelo institucional do setor elétrico brasileiro, 16,6 GW são de potência eólica contratada, dos quais, 9,3 GW se encontram em operação, 3,4 GW em construção e 3,9 GW aptos para iniciar a construção. Para atingir os 24 GW em 2024, previstos no Plano Decenal de Expansão de Energia - PDE 2024, ainda será necessário contratar 7,4 GW, no período de 2016 a 2021.


No mundo, a Dinamarca apresenta a maior proporção de geração eólica em relação à sua geração total, com expressivos 44,6%. Na sequência, estão Irlanda (24,8%) e Portugal (21,7%).
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