Pioneira em testes rápidos para detectar zika e chikungunya, a Bahiafarma abriu os caminhos para se tornar também o primeiro laboratório público do país a criar e comercializar próteses ortopédicas. Ontem, a fábrica de medicamentos do governo do Estado deu entrada na Anvisa com um pedido para produzir em larga escala o acetábulo monocomponente, substituto do osso que serve como encaixe entre o fêmur e o quadril. Utilizada em pacientes acometidos por artrose na cartilagem do quadril ou fratura grave, a prótese permite recuperar movimentos perdidos e curar dores agudas, muito comuns aos dois casos. Efeito da parceria de transferência tecnológica firmada entre a Bahiafarma e a empresa italiana Gruppo Bioimpianti, referência mundial no setor, o desenvolvimento do componente é passo inicial para que o SUS reduza a dependência de produtos e insumos importados, que se tornaram uma das grandes fontes de despesas para o setor de saúde pública.
Bahiafarma pode criar e comercializar próteses ortopédicas
28/09/2016
Redução de danos
“Próteses ortopédicas são itens de alta demanda no SUS, sem que haja fornecimento por parte dos laboratórios públicos. Com nossa entrada no segmento, poderemos provê-lo de produtos com qualidade internacional e garantir economia para os cofres públicos”, avaliou o diretor-presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias. Ao mesmo tempo, a fabricação de acetábulos monocomponentes diminui os tentáculos de empresas que monopolizam o comércio desses produtos no Brasil. Muitas delas investigadas por suspeita de envolvimento com a chamada “máfia das próteses”, grupo conhecido por fraudar e superfaturar licitações em órgãos de saúde.