Porto receberá R$ 715 mi em investimentos

17/11/2016

O Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon) deve ganhar investimentos de R$ 715 milhões até 2050, com a renovação do contrato de arrendamento entre o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil e o grupo Wilson Sons, que vem operando o equipamento há 17 anos. O aditivo, firmado ontem em Brasília, amplia o prazo de gestão do grupo, que se encerraria em 2025.


Dos R$ 715 milhões previstos, R$ 398 milhões devem ser empregados em novas obras para ampliação da capacidade de operação do terminal. O restante será empregado em manutenção, além de urbanização, pavimentação e aterro hidráulico da área, ampliando em 75% a capacidade de processamento do terminal.


Primeira fase


Segundo o diretor-executivo do Tecon, Demir Lourenço Jr., a primeira fase das obras de ampliação que deve absorver R$ 200 milhões dos R$ 398 milhões previstos será iniciada no final do ano que vem, “quando devem ser concluídos os procedimentos para licença ambiental e a realização do projeto executivo”, como ressaltou o executivo. Pelos projetos iniciais previstos, na fase das obras de ampliação, o equipamento deve gerar cerca de 500 empregos direitos e outros 500 indiretos.


A primeira etapa das obras consiste na ampliação em 423 metros do berço de atracação. Hoje, o cais do porto tem 377 metros e a meta, portanto, é alcançar 800 metros. “Isso nos permitirá operar simultaneamente dois grandes navios de 14 mil contêineres cada, nos igualando aos maiores portos do país e aumentando significativamente a nossa competitividade”, ressaltou Lourenço Jr.


No caso da Companhia das Docas da Bahia (Codeba), que administra o porto, o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA), já aprovado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), prevê, durante todo o período do contrato, uma receita de pouco mais de R$ 1 bilhão para a Codeba, acrescida da receita adicional em razão das tarifas marítima e de acostagem. “Almejo um padrão internacional, em termos de operação”, declarou o presidente da Codeba, Pedro Dantas.


Empresários


Para os empresários que operam no Porto de Salvador, os investimentos previstos “vão dar condições de o porto voltar a operar como concentrador de cargas, condição perdida no início dos anos 2000, por conta do aumento do tamanho dos navios”, como destacou Matheus Oliva, vice-presidente da empresa Intermarítima Portos e Logística.


Segundo Oliva, uma das aspirações do setor é que o estado, a partir das intervenções, possa consolidar uma linha direta de navegação com a China. “A cidade precisa entender o qual importante são essas obras para o nosso comércio externo, nossa economia”, frisou. Ontem, o navio de carga MSC Bárbara ficou encalhado ao fazer manobras no porto.


Para o governo federal, a assinatura do contrato de arrendamento do terminal de contêineres do Porto de Salvador , além do Porto de Paranaguá (PR), marca a retomada do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Com o porto paranaense, os contratos somam investimentos de R$ 850 milhões até 2025.
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