Bahia deve liderar setor eólico até 2018

05/12/2016


“Até 2018, deveremos liderar o setor eólico no país”, a afirmação foi feita pelo superintendente de Promoção do Investimento da SDE, Paulo Guimarães, durante o 3º Seminário Socioambiental Eólico, que aconteceu nesta segunda-feira (05.12), no Hotel Sheraton, no Campo Grande, em Salvador.



Segundo ele, o trabalho realizado pelo estado para alcançar o objetivo é feito de forma transversal e em parceria entre as secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE), Infraestrutura (Seinfra), Planejamento (Seplan), Desenvolvimento Rural (SDR) e Meio Ambiente (Sema), por meio Inema. “A Bahia tem feito um grande esforço para criar toda a infraestrutura e ser um dos grandes produtores de energia eólica do país”, afirmou.



Os parques eólicos baianos estão espalhados por 22 municípios no eixo central do estado, em uma extensão que vai do Sudoeste até o norte do Vale do São Francisco. Além disso, a sua cadeia produtiva já conta com empresas do porte da GE/Alstom, Gamesa, Torrebras, Acciona, Torres Eólicas do Nordeste (TEN), Wobben Windpower e Tecsis.



Soluções - No encontro, foram discutidos os gargalos para o desenvolvimento dos projetos do setor e a infraestrutura necessária para o seu funcionamento.



Com cerca de 200 participantes, o seminário reuniu operadores de parques eólicos, órgãos ambientais, representantes governamentais e especialistas de todo o país em energia eólica.



“Este é o ambiente ideal para discutirmos uma fonte de energia recente e que, com certeza, será uma das mais importantes do país nos próximos anos. Estamos aqui para debater os interesses do setor, ambientes sociais, históricos e econômicos”, disse Saulo Cisneiros, gerente-executivo do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).



De acordo com Ney Maron, vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Renova Energia, a Bahia possui uma grande vantagem no setor. “Seus ventos são os melhores do país e estão localizados longe do litoral - área de dunas, manguezais e restingas. Eles se encontram no semiárido, região de menor impacto ambiental. Além disso, o estado já tem toda uma cadeia estruturada no setor”, revelou.



Direito ambiental – Os parques vêm sendo responsáveis pela injeção de milhões de reais nas economias dos municípios onde se instalam - todos localizados na região do semiárido -, ocupando áreas de posse de pequenos agricultores.



Ligado diretamente ao assunto, o Direito Ambiental foi um dos destaques do encontro. “Como o tema é relativamente novo, é sempre bom o debate para o seu esclarecimento”, revelou o advogado Alexandre Sion. “Surgido junto com a Constituição de 1988, o Direito Ambiental tem o papel de regular temas como licenciamento ambiental e posse da terra, dentre outros”, disse.



Segundo Alexandre, o componente jurídico é fundamental para a implantação dos grandes empreendimentos, mas ensina. “A questão jurídica é importante para o investidor se sentir seguro no empreendimento, mas a grande cartada é o relacionamento institucional. É ele quem vai quebrar as arestas, prevenir os conflitos e mostrar o melhor para todos”, revela.



Tags
destaque 2