ANP anuncia mudanças para estimular produção de petróleo onshore

27/01/2017

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone, afirmou que o órgão está implementando uma série de mudanças para estimular o aumento da produção de petróleo em terra. A declaração foi dada durante o lançamento do Programa Nacional de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (Reate), em Salvador, nesta sexta-feira.


“Estamos avançando na agenda micro. Já começamos o processo de extensão de contratos na primeira rodada no campo de Araçás que é um campo importante da Petrobras, aqui na Bahia, descoberto nos anos 60. Criamos um comitê permanente de aprimoramento dos contratos das rodadas de concessão, partilha e campos marginais. E atendemos uma velha reivindicação da indústria, criando uma coordenadoria responsável pelos campos terrestres”, disse.


Odonne afirma que muitas outras mudanças estão por vir. “A gente está pensando em ajustar todo o marco regulatório ao porte, tamanho e capacidade das empresas menores. Vamos diferenciar demandas feitas para empresas de grande porte que operam no offshore em relação às empresas menores que trabalham em terra”, diz.


Apesar de dizer que é difícil calcular o número de empregos, o diretor-geral afirma que o impacto é muito grande. “Quando você faz uma plataforma offshore são bilhões de dólares como disse o ministro, mas esse investimento não é visível, nem sua movimentação. Quando você coloca uma sonda para operar em Catu ou Taquipe ou uma constelação de tancagem ou processamento de produção em Candeias, a sociedade vê, se organiza e gera serviço. Tudo que é offshore demora muito tempo e a atividade terrestre recupera muito rápido”, explica.


Para o presidente da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP), Marcelo Magalhães, o Brasil está em débito com a Bahia e agora está na hora de retomar estes investimentos. “Estamos vivendo um momento de transformação da indústria onde a Petrobrás está se retirando dos campos maduros, então é uma oportunidade de reconstruir o setor, cuja produção da Bahia caiu mais de 24%, com 20 mil barris/dia, contudo, isso pode ser multiplicado e trazer a retomada dos empregos, aumento de royalties e arrecadação de impostos”, afirma.

Tags
destaque 2